O Bom, O Mau e O Vilão
Guerra das Estrelas - Ep. IV
Os Condenados de Shawshank
Laranja Mecânica
América Proibída
Requiem For a Dream
terça-feira, outubro 07, 2008
sábado, setembro 27, 2008
As melhores cenas finais de filmes
Scent of a woman
Nuovo Cinema Paradiso
Dead Poets Society
Braveheart
Aguardo comentários e mais sugestões...
Nuovo Cinema Paradiso
Dead Poets Society
Braveheart
Aguardo comentários e mais sugestões...
terça-feira, setembro 23, 2008
Curiosidades de uma economia liberal
Na pátria do capitalismo, na mãe de todas as economias liberais, assistiu-se àquilo que podemos catalogar como o fenómeno Robim dos Bosques invertido, ou seja, numa economia dita liberal e de forma a evitar uma ecatombe económica fruto de um capitalismo selvagem, o governo americano salvou os multimilionários donos de multinacionais de escala planetária de um prejuízo anunciado injectando milhões de dólares pertencentes a todos os americanos.
Como Mário Soares disse a propósito do assunto no DN de hoje - (...)Privatizam-se os lucros e socializam-se os prejuízos(...).
Como Mário Soares disse a propósito do assunto no DN de hoje - (...)Privatizam-se os lucros e socializam-se os prejuízos(...).
quinta-feira, setembro 11, 2008
Dirty Harry I (classifico como I porque devem vir mais)
Nos intervalos entre a aturada observação de letras tamanho 4 devidamente imprimidas em folhas "tipo bíblia", podemos vir à net e pesquisar novas sobre o nosso concurso para o Internato Médico.
A maior parte das vezes não fazemos mais que deambular inconsequentemente pela rede, mas outras, temos a sorte de encontrar pérolas como esta, que, ainda que por mim já conhecida (da leitura de aberturas de concursos anteriores), serve sempre para soltar uma sonora gargalhada.
Aqui vai:
6.9 A matéria do teste incidirá sobre o conhecimento das ciências médicas, constando de 20 perguntas sobre cada um dos temas "Aparelho Digestivo", "Aparelho Respiratório", "Cardiologia", "Doenças do Sangue" e "Nefrologia", devendo situar-se num nível de conhecimento que sobre estas matérias deve possuir um médico não especialista. O livro de estudo aconselhado para a prova é o “Harrison's Principles of Internal Medicine”,17.ª
edição.
Trata-se portanto do ponto 6.9 do aviso de abertura do Internato Médico 2009.
À partida poderíamos considerar um simples acto de arrogância ou mesmo de auto-promoção, do tipo - os médicos portugueses são tão bons que o nosso nível "não especialista" é este...
Mas como não acredito que hajam muitos não médicos (deverão mesmo contar-se pelos dedos da mão de um maneta) a ler este tipo de coisas, muito menos estrangeiros numa qualquer investigação sobre os níveis de conhecimento médico dos médicos portugueses, e como não quero achar que eles nos estão a chamar parvos, concluo tratar-se apenas de um momento de humor destinado àqueles que por obrigação estudam acefalamente algo científica e formativamente desnecessário.
Um bem-haja a esse sentido de humor dos nossos legisladores!!!
A maior parte das vezes não fazemos mais que deambular inconsequentemente pela rede, mas outras, temos a sorte de encontrar pérolas como esta, que, ainda que por mim já conhecida (da leitura de aberturas de concursos anteriores), serve sempre para soltar uma sonora gargalhada.
Aqui vai:
6.9 A matéria do teste incidirá sobre o conhecimento das ciências médicas, constando de 20 perguntas sobre cada um dos temas "Aparelho Digestivo", "Aparelho Respiratório", "Cardiologia", "Doenças do Sangue" e "Nefrologia", devendo situar-se num nível de conhecimento que sobre estas matérias deve possuir um médico não especialista. O livro de estudo aconselhado para a prova é o “Harrison's Principles of Internal Medicine”,17.ª
edição.
Trata-se portanto do ponto 6.9 do aviso de abertura do Internato Médico 2009.
À partida poderíamos considerar um simples acto de arrogância ou mesmo de auto-promoção, do tipo - os médicos portugueses são tão bons que o nosso nível "não especialista" é este...
Mas como não acredito que hajam muitos não médicos (deverão mesmo contar-se pelos dedos da mão de um maneta) a ler este tipo de coisas, muito menos estrangeiros numa qualquer investigação sobre os níveis de conhecimento médico dos médicos portugueses, e como não quero achar que eles nos estão a chamar parvos, concluo tratar-se apenas de um momento de humor destinado àqueles que por obrigação estudam acefalamente algo científica e formativamente desnecessário.
Um bem-haja a esse sentido de humor dos nossos legisladores!!!
segunda-feira, setembro 08, 2008
Hino à liberdade...
Meus amigos,
não poderão deixar de ver/ouvir o comediante britânico Russel Brand, anfitrião dos MTV awards de 2008, a dizer num curto espaço de tempo tudo aquilo que a comunidade internacional (ou pelo menos a sua maioria, espero eu!) pensa sobre as eleições presidenciais americanas deste ano.
Para os menos apreciadores do british accent têm o mesmo vídeo legendado em Português na página do jornal Público.
Insurgentes
Desta vez, o profícuo compositor britânico Steven Wilson (Porcupine Tree, Blackfield, No-man, Bass Communion, Continuum) decidiu aventurar-se, paralelamente aos seus inúmeros projectos musicais, numa carreira a solo. Deixo aqui um pequeno excerto daquilo que parece, mais uma vez, prometer:
Aproveito ainda para relembrar que falta precisamente 1 mês para os aguardados concertos dos Porcupine Tree em Lisboa e no Porto. Os bilhetes encontram-se à venda na Ticketline e nas várias Fnac's espalhadas pelo país. Relembro ser uma oportunidade única para assistir àquela que é, na opinião de muitos, uma das mais creativas e marcantes bandas rock do momento, responsável por uma onda de culto underground impressionante. Aqui fica o exemplo, neste vídeo amador feito por um fã, de uma das inúmeras pérolas da banda de Steven Wilson, onde o sentimento e as palavras se unem num uníssono prodigioso:
quinta-feira, setembro 04, 2008
Petição
Porque sei que os nossos leitores são pessoas de princípios nobres e causas justas, deixo abaixo uma petição de importância ímpar e cujos signatários até ao momento não deixam quaisquer dúvidas quanto à pertinência dos seus propósitos.
Contamos convosco:
http://www.PetitionOnline.com/FVBPrt/petition.html
Contamos convosco:
http://www.PetitionOnline.com/FVBPrt/petition.html
quarta-feira, agosto 20, 2008
QUIZ
Harrisson vs Os Possessos

Ultimamente e à medida que o meu estudo do Harrisson se adensa, é frequente as pessoas que não estão dentro do meio, perguntarem-me mais ou menos quantas páginas estudo por dia. Envergonhado, costumo dizer muitas vezes apenas quantas deveria estudar - 15 páginas é um bom número - digo eu já à espera do que vou ouvir a seguir... Quinze!? - exclamam os mais afoitos - Só!? - continuam...
Pois bem, para elucidar os mais ignorantes nestes assuntos, decidi fazer um pequeno estudo comparativo.
O mesmo consistiu em contar o número de palavras em 2 páginas ao acaso de dois livros diferentes. Um deles o nosso amigo Harrisson´s Principles of Internal Medicine 17th ed. e o outro, o 3º volume de Os Possessos do Dostoievski. Os resultados são elucidativos:
Página 1446 Harrisson - 1230 palavras
Página 131 do 3º volume de Os Possessos - 333 palavras
A escolha de um livro do Dostoievski não foi inocente, uma vez que todos os que o leram já se depararam com a dificuldade de memorizar o nome de todas as personagens da dita obra, ao que se acrescenta o facto deste ilustre autor utilizar geralmente mais que um nome para cada uma delas (entre alcunhas e diminuitivos) sendo que os apelidos das mesmas são geralmente Russos.
Ainda assim, numa horinha antes de fechar a luz para dormir, nunca li menos de 20 páginas deste romance e um dia inteirinho de estudo rende-me, num bom dia, as tais 15 páginas.
A densidade do nosso amigo Harrisson é então inquestionável, havendo fortes indícios que o livro vá ao fundo mesmo num mar de mercúrio (utilizo o mercúrio (Hg) uma vez que sendo um metal líquido apresenta uma grande densidade o que consequentemente leva a uma elevada força de impulsão. Por exemplo, uma moeda de níquel flutua num recipiente cheio de mercúrio).
quarta-feira, julho 02, 2008
Teoria da Evolução faz 150 anos

Ontem, dia 1 de Julho de 2008, passaram 150 anos do nascimento da Teoria da Evolução.
Como aqueles que me conhecem bem sabem, Darwin é talvez a personalidade que mais admiro. Não apenas pela elaboração da referida teoria (com Wallace) , pela "descoberta" da evolução, mas por tudo o que isso pessoalmente implicou para ele.
Poucos são aqueles que ousam questionar as suas convicções mais profundas. Menos ainda serão aqueles que o fazem já bem dentro da idade adulta.
Darwin fê-lo. Darwin usou a sua inteligência não para justificar os seus preconceitos, mas para descobrir a verdade. Fê-lo em meados do séc. XIX, com todas as dificuldades inerentes ao confronto com o Zeitgeist de então.
Por muitas mais razões deveremos festejar estes 150 anos, se bem que nos tempos que correm, com o regresso a fanatismos irracionais que muitos pensaram estar já ultrapassados, julgo ser importantante relembrar o poder da razão. O poder da razão livre. O poder com que nascemos
e que nos pode elevar...
sexta-feira, junho 27, 2008
Paródia à Campanha do Euro. Herman 98
Muitos talvez não se recordarão deste spot. Surgiu na sequência de uma campanha (muito má, por sinal) do governo para a divulgação do euro. O Herman pegou no Spot que passava a toda a hora na TV e fez a dobragem que podem aqui ver. Apresentou-o no Herman 98, sendo convidado nesse dia o ministro das finanças de então, António Sousa Franco.
Nunca mais me esqueço da cara do então ministro... disso e das gargalhadas do meu irmão que nem me deixaram ouvir o sketch até ao fim.
Ando à procura do anúncio original, mas anda difícil..
Que saudades deste Herman...
quarta-feira, junho 11, 2008
Novo Anúncio da Super Bock (directors cut)
Digam lá se não apetece largar tudo e ir para esse local do anúncio beber umas Super Bocks?
quarta-feira, junho 04, 2008
Que amigos nossos que eles são
Podemos ser benfiquistas, portistas, sportinguistas ou adeptos do passarinhos da ribeira. Podemos ser católicos, muçulmanos, judeus ou budistas.
Podemos gostar mais do azul ou do vermelho...
...mas não podemos negar a verdade quando a vemos, não podemos exigir justiça e depois ignorá-la para obtermos mais facilmente os nosso propósitos.
Não juro a inocência de alguém quando não tenho dados que o suportem, da mesma forma que não a condeno nas mesmas condições.
Não garanto que o Pinto da Costa jamais foi corrupto, assim como não o faço em relação a Luís Filipe Vieira ou a Filipe Soares Franco, mas não tento incriminar qualquer um destes sem olhar a meios e num processo obscuro e absolutamente inverosímil.
Abaixo transcrevo um artigo do JN de Domingo abordando a forma como a FPF comunicou à UEFA a situação do FCP...
Palavras para quê?
Federação Portuguesa de Futebol, através de um seu funcionário, o advogado João Leal, comunicou à UEFA a condenação do F. C. Porto pela Comissão Disciplinar da Liga da forma mais negativa possível, fazendo os possíveis para que a UEFA exclua os portistas da Liga dos Campeões. Ao invés de tentar proteger o seu filiado, como é sua obrigação e sempre fez, ou como fazem as outras federações, a FPF começa por dizer que o campeão nacional "has committed the very serious disciplinary infrigement of corruption of the refereeing team" [cometeu a infracção disciplinar muito grave de corrupção da equipa de arbitragem] e só 22 palavras mais à frente, no meio de referências jurídicas, e em itálico é que se lê "as an attempt" [na forma tentada]. Mais, o denodo com que João Leal, director do Departamento Jurídico da FPF, escreve que o F. C. Porto não recorreu e omite que o recurso de Pinto da Costa pode ter óbvios efeitos sobre a condenação do clube caso venha a ser considerado procedente pelo Conselho de Justiça indicia uma inaceitável tomada partido. Diabolizando o F.C. Porto, claro!
À Federação, aos seus órgãos e aos elementos que os integram exige-se distanciamento e imparcialidade. Lendo o fax que a FPF enviou para a UEFA percebe-se que não há distanciamento, nem imparcialidade. Falando claro, João Leal enviou uma comunicação que abre caminho à exclusão do F. C. Porto, em benefício especialmente do Benfica, que assim poderá chegar à Champions através da terceira pré-eliminatória, mas também do Guimarães e até do Braga.
A FPF tem todo o direito de achar que a condenação do F. C. Porto pela Comissão Disciplinar da Liga foi curta, mas é incompreensível que agora vista publicamente a pele de cordeiro ao dizer que é assunto que não lhe diz respeito e na privacidade da comunicação com a UEFA use o fato de lobo mau e tente empurrar o campeão nacional para o cadafalso.
Em suma, este é um óbvio caso de tráfico de influências e a federação terá de se explicar.
in JN 1/06/08
Podemos gostar mais do azul ou do vermelho...
...mas não podemos negar a verdade quando a vemos, não podemos exigir justiça e depois ignorá-la para obtermos mais facilmente os nosso propósitos.
Não juro a inocência de alguém quando não tenho dados que o suportem, da mesma forma que não a condeno nas mesmas condições.
Não garanto que o Pinto da Costa jamais foi corrupto, assim como não o faço em relação a Luís Filipe Vieira ou a Filipe Soares Franco, mas não tento incriminar qualquer um destes sem olhar a meios e num processo obscuro e absolutamente inverosímil.
Abaixo transcrevo um artigo do JN de Domingo abordando a forma como a FPF comunicou à UEFA a situação do FCP...
Palavras para quê?
Federação Portuguesa de Futebol, através de um seu funcionário, o advogado João Leal, comunicou à UEFA a condenação do F. C. Porto pela Comissão Disciplinar da Liga da forma mais negativa possível, fazendo os possíveis para que a UEFA exclua os portistas da Liga dos Campeões. Ao invés de tentar proteger o seu filiado, como é sua obrigação e sempre fez, ou como fazem as outras federações, a FPF começa por dizer que o campeão nacional "has committed the very serious disciplinary infrigement of corruption of the refereeing team" [cometeu a infracção disciplinar muito grave de corrupção da equipa de arbitragem] e só 22 palavras mais à frente, no meio de referências jurídicas, e em itálico é que se lê "as an attempt" [na forma tentada]. Mais, o denodo com que João Leal, director do Departamento Jurídico da FPF, escreve que o F. C. Porto não recorreu e omite que o recurso de Pinto da Costa pode ter óbvios efeitos sobre a condenação do clube caso venha a ser considerado procedente pelo Conselho de Justiça indicia uma inaceitável tomada partido. Diabolizando o F.C. Porto, claro!
À Federação, aos seus órgãos e aos elementos que os integram exige-se distanciamento e imparcialidade. Lendo o fax que a FPF enviou para a UEFA percebe-se que não há distanciamento, nem imparcialidade. Falando claro, João Leal enviou uma comunicação que abre caminho à exclusão do F. C. Porto, em benefício especialmente do Benfica, que assim poderá chegar à Champions através da terceira pré-eliminatória, mas também do Guimarães e até do Braga.
A FPF tem todo o direito de achar que a condenação do F. C. Porto pela Comissão Disciplinar da Liga foi curta, mas é incompreensível que agora vista publicamente a pele de cordeiro ao dizer que é assunto que não lhe diz respeito e na privacidade da comunicação com a UEFA use o fato de lobo mau e tente empurrar o campeão nacional para o cadafalso.
Em suma, este é um óbvio caso de tráfico de influências e a federação terá de se explicar.
in JN 1/06/08
A propósito da suposta exclusão da UEFA por um ano...
Miguel Sousa Tavares, escreveu ontem e hoje, no jornal A BOLA, um extenso artigo onde dá a sua opinião sobre o processo apito dourado, apito final e este último da UEFA.
Como não quero maçar-vos com a totalidade do artigo, que no entanto aconselho a ler, deixo apenas, e a prpósito da decisão da UEFA hoje anunciada (para júbilo de alguns), a parte do referido artigo em que ele se refere a uma eventual decisão da UEFA.
Aqui vai:
13. Mas a verdade é que, aparentemente, este cenário não foi previsto pela, mais uma vez passiva, defesa do FC Porto. Juridicamente, uma hipotética decisão da UEFA, hoje, que venha de encontro à escabrosa pretensão benfiquista seria uma aberração e um abuso. Qualquer ignorante de Direito sabe que não há retroactividade da lei penal e que a tentativa de chamar a isto, não uma sanção, mas uma condição de inscrição ou coisa que o valha, não passa de um exercício de desonestidade intelectual.
Se a lei da UEFA de 2007 se pudesse aplicar a factos passados, o Milan não teria podido disputar a edição deste ano da Liga dos Campeões e a Juventus não poderia disputar a do ano que vem. O problema está em que todos sabem que as decisões da UEFA são jurídicas nuns casos e politicas noutros — e foi nisso que o Benfica apostou. O FC Porto reúne as condições ideais para uma decisão politica e servida como «exemplo»: é um grande clube em termos desportivos, um histórico da Liga dos Campeões, vencedor da prova há apenas quatro anos — mas é também representante de um país pequeno e de direitos comerciais de menor importância face aos tubarões da Europa. O alvo ideal.
14. Seja qual for a decisão da UEFA, o Apito Dourado está condenado à morte. Fez-se tudo o que se pôde, com um objectivo predeterminado e um alvo prefixado. E o resultado envergonha os seus promotores. Quando toda a poeira assentar, ficará para a história apenas como mais um momento em que a inveja dos medíocres ditou a sua lei. É, em grande parte, a história de Portugal.
Como não quero maçar-vos com a totalidade do artigo, que no entanto aconselho a ler, deixo apenas, e a prpósito da decisão da UEFA hoje anunciada (para júbilo de alguns), a parte do referido artigo em que ele se refere a uma eventual decisão da UEFA.
Aqui vai:
13. Mas a verdade é que, aparentemente, este cenário não foi previsto pela, mais uma vez passiva, defesa do FC Porto. Juridicamente, uma hipotética decisão da UEFA, hoje, que venha de encontro à escabrosa pretensão benfiquista seria uma aberração e um abuso. Qualquer ignorante de Direito sabe que não há retroactividade da lei penal e que a tentativa de chamar a isto, não uma sanção, mas uma condição de inscrição ou coisa que o valha, não passa de um exercício de desonestidade intelectual.
Se a lei da UEFA de 2007 se pudesse aplicar a factos passados, o Milan não teria podido disputar a edição deste ano da Liga dos Campeões e a Juventus não poderia disputar a do ano que vem. O problema está em que todos sabem que as decisões da UEFA são jurídicas nuns casos e politicas noutros — e foi nisso que o Benfica apostou. O FC Porto reúne as condições ideais para uma decisão politica e servida como «exemplo»: é um grande clube em termos desportivos, um histórico da Liga dos Campeões, vencedor da prova há apenas quatro anos — mas é também representante de um país pequeno e de direitos comerciais de menor importância face aos tubarões da Europa. O alvo ideal.
14. Seja qual for a decisão da UEFA, o Apito Dourado está condenado à morte. Fez-se tudo o que se pôde, com um objectivo predeterminado e um alvo prefixado. E o resultado envergonha os seus promotores. Quando toda a poeira assentar, ficará para a história apenas como mais um momento em que a inveja dos medíocres ditou a sua lei. É, em grande parte, a história de Portugal.
FC Porto: Argumentação de Ricardo Costa contestada
A batalha jurídica entre o FC Porto e a Comissão Disciplinar da Liga está ao rubro. Agora, foi a vez do director da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra empunhar armas pelas teses do FC Porto.
A dar mais relevo e impacto a este posicionamento, José de Faria Costa, professor catedrático e personalidade insigne no mundo do Direito Penal e do Processo Penal, recentemente homenageado pelos magistrados de S. Paulo, é superior hierárquico do assistente da FD, Ricardo Costa, o presidente da CD que suspendeu Pinto da Costa, o presidente dos dragões, por dois anos, o que lhe confere uma autoridade, nesta matéria, inquestionável.
Assim, o director contraria, publicamente, o assistente, numa situação curiosa e singular. No parecer elaborado, e que acompanha o recurso do presidente portista para o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Faria Costa contesta, veementemente, as teses do assistente da UC, com especial ênfase na inadmissibilidade da validação das escutas efectuadas em inquérito-crime e em sede de processo disciplinar.
O especialista em Direito Penal, chega a corrigir, mesmo, o sentido dado a citações de uma das suas obras e que constam em vários acórdãos assinados pelos membros daquele órgão da Liga. Neste ponto, Faria Costa esclarece que, antes da audiência de julgamento, a transcrição de escutas é um mero meio de prova de indícios e não algo que se traduza em factos dados como provados.
É este o caso de Pinto da Costa e de outros visados em processos disciplinares na justiça desportiva que, antes dos julgamentos, estão a ver usadas contra si intercepções efectuadas no âmbito processo Apito Dourado.
No parecer daquele professor doutorado, argumenta-se que o uso de escutas, num processo disciplinar, viola o direito de defesa. Isto pela simples e cristalina razão de que o órgão disciplinar da Liga não dispõe dos suportes magnéticos das intercepções. É que pode dar-se o caso das conversas estarem mal transcritas e nenhum visado poder corrigi-las, no processo disciplinar, sem ouvir as conversas gravadas.
O catedrático salienta, por outro lado, que a informação dos processos-crime pode ser, efectivamente, usada no processo disciplinar.
Todavia, para assentar factos como provados, a CD teria de recorrer a outros meios de prova, legalmente admissíveis, que não as próprias escutas, como, por exemplo, depoimentos. A este propósito, sobre as declarações de testemunhas - como no caso de Carolina Salgado, ex-companheira de Pinto da Costa e um dos suportes mais determinantes das decisões tomadas -, Faria Costa mostra-se contra a atribuição de uma credibilidade total antes da decisão final do julgamento.
Um argumento que serve para concluir que, se um facto for dado como provado num processo-crime, poderá, também, ser classificado como verídico num processo disciplinar.
Refira-se, ainda, que a CD da Liga deu, ontem, por concluídas as suas respostas aos diversos recursos que se encontram no Conselho de Justiça e que, fundamentalmente, assentam nos acórdãos que fundamentaram as suas sentenças.
Entre estas, destacam-se, pela sua relevância, os dois anos de suspensão do presidente do FC Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, por tentativa de corrupção e a despromoção do Boavista à Liga de Honra, por coacção a agentes da arbitragem, além de multas significativas.
Para além destes processos mais mediáticos em causa, no CJ estarão recursos - cuja documentação totaliza cerca de cem mil folhas -, do árbitro Augusto Duarte e da União de Leiria, entretanto despromovido, desportivamente ao segundo escalão do futebol profissional, e do seu presidente, João Bartolomeu.
O parecer de Faria Costa junta-se aos de Germano Marques da Silva, membro do Conselho Superior do Ministério Público e professor de Direito Penal, na Universidade Católica, de Manuel Costa Andrade, penalista na UC e que tem defendido uma "redução drástica" do número de escutas telefónicas, na investigação policial e de Damião da Cunha.
São, pois, "pesos pesados" do Direito Penal que defendem as posições de Pinto da Costa contra as interpretações da lei por parte do órgão que tutela a disciplina da Liga Portuguesa de Futebol Profissional.Agora, o conflito vai terminar no CJ, órgão de última instância da justiça futebolística, sem direito a recurso, muito brevemente, numa reunião ainda, sem agenda marcada.
in JN 3/06/08
A dar mais relevo e impacto a este posicionamento, José de Faria Costa, professor catedrático e personalidade insigne no mundo do Direito Penal e do Processo Penal, recentemente homenageado pelos magistrados de S. Paulo, é superior hierárquico do assistente da FD, Ricardo Costa, o presidente da CD que suspendeu Pinto da Costa, o presidente dos dragões, por dois anos, o que lhe confere uma autoridade, nesta matéria, inquestionável.
Assim, o director contraria, publicamente, o assistente, numa situação curiosa e singular. No parecer elaborado, e que acompanha o recurso do presidente portista para o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Faria Costa contesta, veementemente, as teses do assistente da UC, com especial ênfase na inadmissibilidade da validação das escutas efectuadas em inquérito-crime e em sede de processo disciplinar.
O especialista em Direito Penal, chega a corrigir, mesmo, o sentido dado a citações de uma das suas obras e que constam em vários acórdãos assinados pelos membros daquele órgão da Liga. Neste ponto, Faria Costa esclarece que, antes da audiência de julgamento, a transcrição de escutas é um mero meio de prova de indícios e não algo que se traduza em factos dados como provados.
É este o caso de Pinto da Costa e de outros visados em processos disciplinares na justiça desportiva que, antes dos julgamentos, estão a ver usadas contra si intercepções efectuadas no âmbito processo Apito Dourado.
No parecer daquele professor doutorado, argumenta-se que o uso de escutas, num processo disciplinar, viola o direito de defesa. Isto pela simples e cristalina razão de que o órgão disciplinar da Liga não dispõe dos suportes magnéticos das intercepções. É que pode dar-se o caso das conversas estarem mal transcritas e nenhum visado poder corrigi-las, no processo disciplinar, sem ouvir as conversas gravadas.
O catedrático salienta, por outro lado, que a informação dos processos-crime pode ser, efectivamente, usada no processo disciplinar.
Todavia, para assentar factos como provados, a CD teria de recorrer a outros meios de prova, legalmente admissíveis, que não as próprias escutas, como, por exemplo, depoimentos. A este propósito, sobre as declarações de testemunhas - como no caso de Carolina Salgado, ex-companheira de Pinto da Costa e um dos suportes mais determinantes das decisões tomadas -, Faria Costa mostra-se contra a atribuição de uma credibilidade total antes da decisão final do julgamento.
Um argumento que serve para concluir que, se um facto for dado como provado num processo-crime, poderá, também, ser classificado como verídico num processo disciplinar.
Refira-se, ainda, que a CD da Liga deu, ontem, por concluídas as suas respostas aos diversos recursos que se encontram no Conselho de Justiça e que, fundamentalmente, assentam nos acórdãos que fundamentaram as suas sentenças.
Entre estas, destacam-se, pela sua relevância, os dois anos de suspensão do presidente do FC Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, por tentativa de corrupção e a despromoção do Boavista à Liga de Honra, por coacção a agentes da arbitragem, além de multas significativas.
Para além destes processos mais mediáticos em causa, no CJ estarão recursos - cuja documentação totaliza cerca de cem mil folhas -, do árbitro Augusto Duarte e da União de Leiria, entretanto despromovido, desportivamente ao segundo escalão do futebol profissional, e do seu presidente, João Bartolomeu.
O parecer de Faria Costa junta-se aos de Germano Marques da Silva, membro do Conselho Superior do Ministério Público e professor de Direito Penal, na Universidade Católica, de Manuel Costa Andrade, penalista na UC e que tem defendido uma "redução drástica" do número de escutas telefónicas, na investigação policial e de Damião da Cunha.
São, pois, "pesos pesados" do Direito Penal que defendem as posições de Pinto da Costa contra as interpretações da lei por parte do órgão que tutela a disciplina da Liga Portuguesa de Futebol Profissional.Agora, o conflito vai terminar no CJ, órgão de última instância da justiça futebolística, sem direito a recurso, muito brevemente, numa reunião ainda, sem agenda marcada.
in JN 3/06/08
domingo, maio 18, 2008
O Justiceiro
Luís Filipe Vieira e motorista acusados de agressão
Por Sónia Graça
Os clientes da CGD que estavam, 2.ª-feira, na agência de Telheiras assistiram, atónitos, a uma agressão praticada pelo motorista do presidente do SLBenfica, incitado pelo próprio Luís Filipe Vieira. A PSP interveio e as câmaras do banco registaram tudo. Não é a primeira vez que o presidente do Benfica é protagonista de casos desta natureza.
in Sol
Se o agrediu é porque teve razões muito fortes para isso, concerteza. Este homem é um gentleman e só preza pela verdade. E quem diz o contrário mente.
P.S. - Estou curiosíssimo por saber como seria a capa do Correio da Manhã de 3ª feira se o agressor fosse o Pinto da Costa...
Por Sónia Graça
Os clientes da CGD que estavam, 2.ª-feira, na agência de Telheiras assistiram, atónitos, a uma agressão praticada pelo motorista do presidente do SLBenfica, incitado pelo próprio Luís Filipe Vieira. A PSP interveio e as câmaras do banco registaram tudo. Não é a primeira vez que o presidente do Benfica é protagonista de casos desta natureza.
in Sol
Se o agrediu é porque teve razões muito fortes para isso, concerteza. Este homem é um gentleman e só preza pela verdade. E quem diz o contrário mente.
P.S. - Estou curiosíssimo por saber como seria a capa do Correio da Manhã de 3ª feira se o agressor fosse o Pinto da Costa...
Contra Notícia
À partida não gosto de de colocar textos referentes a futebol neste Blog. Há sempre uma diminuição da capacidade reflectiva, pois cada um de nós está (e muito bem) preso à inflexibilidade irracional inerente à paixão pelo seu clube do coração.
No entanto, e face ao que nos últimos tempos se tem passado, não tenho outra opção que não fazê-lo (colocar/escrever/reflectir sobre assuntos relacionados com futebol).
Fala-se e escreve-se muito sobre os castigos aplicados ao FC PORTO e ao seu presidente, Pinto da Costa, escreve-se, a maior parte das vezes sem conhecimento de causa... Ninguém conhece o processo "Apito Final", mas todos aplaudem a "coragem" de quem o levou até "às últimas consequências". Coragem... Coragem seria fazer algo que contrariasse a opinião pública. Coragem seria absolver o FC PORTO, coragem seria não cair na tentação de se julgar mesmo sem ter os mecanismos necessários para tal, mesmo sem ter um tribunal (Não, o conselho disciplinar da liga não é um tribunal, longe disso).
O FC PORTO foi já condenado na praça pública, há inclusivamente jornais que têm toda uma equipe cujo o único papel é denegrir a imagem do clube. Agora é só arranjar formas de o condenar nos tribunais. E se os tribunais não existem, inventem-se!!
Tenho sido um leitor atento destes assuntos. Cada vez mais. É difícil encontrar informação não inviezada, mas muitas vezes até a encontramos escondida, encostada a um canto no mesmo jornal que dá manchete a uma notícia bombástica que pode ser mesmo posta em causa pelo raciocínio mais elementar decorrente da leitura da tal noticiazita escondida.
É com tristeza que vejo tudo isto. Este comportamento decorrente da psicologia de grupo, onde um aponta o inimigo e os outros, sem ousarem sequer investigar a veracidade da acusação, atiram pedras ao acusado. É com tristeza que vejo a inveja que reina neste país. O FC PORTO era um clube porreiro quando ganhava 2 campeonatos por década, quando ficava 19 anos sem ganhar um campeonato, quando entrava cheio de medo num dos estádios dos grandes da capital. Agora é a personificação da podridão do país, residente no ainda bárbaro norte, onde abundam curruptos e homens sem escrúpulos que beliscam com a sua rudeza os finos e delicados princípios do cosmopolitismo da capital. O seu presidente é um desses homens, com o seu sotaque vincado e piadas brejeiras... um burgesso que até declama Ántónio Nobre e Ramalho Urtigão, que tem lugar marcado na Casa da Música e que é mecenas e frequentador assíduo da Casa das Artes em Famalicão.
É com tristeza que vejo a inveja que o sucesso de alguns causa nos outros, sendo sempre necessário justificar o mesmo com patranhas.
Passarei portanto e a partir de agora, a abordar esta questão mais em particular, colocando textos, artigos de opinião, notícias, o que for.
Farei a minha parte nesta contra-notícia, neste contra-jornalismo...
Porque quando a história pode sempre ser contada de muitas maneiras... cabe-nos a nós escolher aquela que nos parece mais real.
No entanto, e face ao que nos últimos tempos se tem passado, não tenho outra opção que não fazê-lo (colocar/escrever/reflectir sobre assuntos relacionados com futebol).
Fala-se e escreve-se muito sobre os castigos aplicados ao FC PORTO e ao seu presidente, Pinto da Costa, escreve-se, a maior parte das vezes sem conhecimento de causa... Ninguém conhece o processo "Apito Final", mas todos aplaudem a "coragem" de quem o levou até "às últimas consequências". Coragem... Coragem seria fazer algo que contrariasse a opinião pública. Coragem seria absolver o FC PORTO, coragem seria não cair na tentação de se julgar mesmo sem ter os mecanismos necessários para tal, mesmo sem ter um tribunal (Não, o conselho disciplinar da liga não é um tribunal, longe disso).
O FC PORTO foi já condenado na praça pública, há inclusivamente jornais que têm toda uma equipe cujo o único papel é denegrir a imagem do clube. Agora é só arranjar formas de o condenar nos tribunais. E se os tribunais não existem, inventem-se!!
Tenho sido um leitor atento destes assuntos. Cada vez mais. É difícil encontrar informação não inviezada, mas muitas vezes até a encontramos escondida, encostada a um canto no mesmo jornal que dá manchete a uma notícia bombástica que pode ser mesmo posta em causa pelo raciocínio mais elementar decorrente da leitura da tal noticiazita escondida.
É com tristeza que vejo tudo isto. Este comportamento decorrente da psicologia de grupo, onde um aponta o inimigo e os outros, sem ousarem sequer investigar a veracidade da acusação, atiram pedras ao acusado. É com tristeza que vejo a inveja que reina neste país. O FC PORTO era um clube porreiro quando ganhava 2 campeonatos por década, quando ficava 19 anos sem ganhar um campeonato, quando entrava cheio de medo num dos estádios dos grandes da capital. Agora é a personificação da podridão do país, residente no ainda bárbaro norte, onde abundam curruptos e homens sem escrúpulos que beliscam com a sua rudeza os finos e delicados princípios do cosmopolitismo da capital. O seu presidente é um desses homens, com o seu sotaque vincado e piadas brejeiras... um burgesso que até declama Ántónio Nobre e Ramalho Urtigão, que tem lugar marcado na Casa da Música e que é mecenas e frequentador assíduo da Casa das Artes em Famalicão.
É com tristeza que vejo a inveja que o sucesso de alguns causa nos outros, sendo sempre necessário justificar o mesmo com patranhas.
Passarei portanto e a partir de agora, a abordar esta questão mais em particular, colocando textos, artigos de opinião, notícias, o que for.
Farei a minha parte nesta contra-notícia, neste contra-jornalismo...
Porque quando a história pode sempre ser contada de muitas maneiras... cabe-nos a nós escolher aquela que nos parece mais real.
sábado, maio 17, 2008
Porque é que isto não me causa espanto!?
Os números são elucidativos: na região de Lisboa e Vale do Tejo cada oftalmologista fez em 2006 cerca de 1090 consultas por ano, contra as 1380 asseguradas pelos seus colegas da região Norte e as 1528 garantidas pelos profissionais do Centro. Também na média de cirurgias/médico, Lisboa e Vale do Tejo ficava a léguas das outras regiões: abaixo das 100 cirurgias por médico/ano, quando no Norte cada médico fazia 233, em média, e, no Centro, 238. Estes dados já eram conhecidos desde o Verão passado, altura em que a Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) concluiu um detalhado relatório sobre a situação. Mas só depois de as primeiras excursões de idosos de Vila Real de Santo António a Cuba (ver reportagem abaixo) aparecerem na comunicação social é que a lista de espera se transformou em escândalo nacional. O ex-ministro Correia de Campos chegou a dizer que bastava que os médicos fizessem mais meia consulta e 0,6 cirurgias por dia para que o problema se resolvesse.
São vários os especialistas que asseguram que, se Lisboa e Vale do Tejo trabalhasse ao mesmo ritmo que as outras regiões, o problema estaria muito atenuado. Os dados mais recentes da Administração Central dos Sistemas de Saúde (2007) corroboram os da IGAS: são enormes as assimetrias regionais. Florindo Esperancinha, coordenador do grupo de trabalho que fez um levantamento da situação, defende que estas assimetrias não são reais e que se devem a diferenças de registos, porque há hospitais que consideram todo o tipo de cirurgias e procedimentos e outros não. Mas Jorge Breda, presidente da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, não entende esta explicação, até porque as inscrições para cirurgia "estão em computador". Viajemos então até ao terreno. O segredo do sucesso dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), a unidade pública que mais cirurgias e exames da especialidade realiza, é muito simples: os oftamologistas têm à sua disposição um bloco operatório com três salas a funcionar de manhã e de tarde; além disso, desde há dois anos que funcionam como centro de responsabilidade, o que significa que os médicos recebem incentivos por produzir mais. "Há todo um passado de organização e motivação do pessoal", diz o director do serviço, Cunha Vaz. Como é que conseguem fazer cinco vezes mais cirurgias do que o Hospital de Santa Maria, em Lisboa? "Havia um treinador do Benfica que dizia "no comments"", ironiza, para depois destacar um dos factores que pode justificar tal diferença: "O acesso ao bloco operatório é crucial."No Hospital de S. João, no Porto, o segundo mais produtivo, não há incentivos nos moldes dos praticados nos HUC. Mas há pagamento à parte. "Operamos em cirurgia adicional [integrada no Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia]", explica António Oliveira e Silva, director clínico. Cada cirurgia à catarata rende 809 euros, revertendo 52 por cento para o hospital e 48 por cento para a equipa. Os profissionais recebem mais, portanto, mas nem com pagamento adicional este programa conseguiu seduzir os oftalmologistas de vários hospitais de Lisboa. Alexandra Campos
in Público
São vários os especialistas que asseguram que, se Lisboa e Vale do Tejo trabalhasse ao mesmo ritmo que as outras regiões, o problema estaria muito atenuado. Os dados mais recentes da Administração Central dos Sistemas de Saúde (2007) corroboram os da IGAS: são enormes as assimetrias regionais. Florindo Esperancinha, coordenador do grupo de trabalho que fez um levantamento da situação, defende que estas assimetrias não são reais e que se devem a diferenças de registos, porque há hospitais que consideram todo o tipo de cirurgias e procedimentos e outros não. Mas Jorge Breda, presidente da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, não entende esta explicação, até porque as inscrições para cirurgia "estão em computador". Viajemos então até ao terreno. O segredo do sucesso dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), a unidade pública que mais cirurgias e exames da especialidade realiza, é muito simples: os oftamologistas têm à sua disposição um bloco operatório com três salas a funcionar de manhã e de tarde; além disso, desde há dois anos que funcionam como centro de responsabilidade, o que significa que os médicos recebem incentivos por produzir mais. "Há todo um passado de organização e motivação do pessoal", diz o director do serviço, Cunha Vaz. Como é que conseguem fazer cinco vezes mais cirurgias do que o Hospital de Santa Maria, em Lisboa? "Havia um treinador do Benfica que dizia "no comments"", ironiza, para depois destacar um dos factores que pode justificar tal diferença: "O acesso ao bloco operatório é crucial."No Hospital de S. João, no Porto, o segundo mais produtivo, não há incentivos nos moldes dos praticados nos HUC. Mas há pagamento à parte. "Operamos em cirurgia adicional [integrada no Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia]", explica António Oliveira e Silva, director clínico. Cada cirurgia à catarata rende 809 euros, revertendo 52 por cento para o hospital e 48 por cento para a equipa. Os profissionais recebem mais, portanto, mas nem com pagamento adicional este programa conseguiu seduzir os oftalmologistas de vários hospitais de Lisboa. Alexandra Campos
in Público
sexta-feira, maio 16, 2008
Um país chamado Lisboa
Resolução do Conselho de Ministros n.º 78/2008
Aprova os objectivos e as principais linhas de orientação da requalificação e reabilitação da frente ribeirinha de Lisboa inscritos no documento estratégico Frente Tejo.
No quadro das medidas de requalificação e reabilitação de áreas urbanas e em conjugação com as comemorações do primeiro centenário da implantação da República, o Governo irá promover a execução de um conjunto de operações destinadas à valorização da frente ribeirinha de Lisboa, visando a modernização, reorganização e renovação daquele espaço urbano.
Dando seguimento à intervenção urbanística mais relevante operada na cidade de Lisboa na viragem do século - Parque das Nações - a estratégia de intervenção projectada visa igualmente criar uma nova visão para a cidade e para a sua frente ribeirinha, possibilitando a reconciliação da cidade e dos seus habitantes com o rio Tejo e a zona ribeirinha, enquanto espaço cultural e de lazer, mas também permitindo a recuperação da sua centralidade em função dos novos usos que lhe vão ser dados e das infra-estruturas a implantar.
Estão previstas intervenções urbanísticas, a executar num horizonte temporal reduzido, na zona da Baixa Pombalina, na área compreendida entre o Cais do Sodré, Ribeira das Naus e Santa Apolónia, incluindo a reocupação parcial de edifícios da Praça do Comércio e a reabilitação dos quarteirões da Avenida do Infante D. Henrique, situados entre o Campo das Cebolas e Santa Apolónia, bem como no espaço público da zona da Ajuda-Belém, compreendendo a construção de um novo edifício para o Museu dos Coches e o remate do Palácio Nacional da Ajuda.
Considerando as acções previstas, resulta inequívoco o interesse público que as mesmas revestem não só para a cidade de Lisboa mas também para o País, uma vez que a requalificação e a reconversão a empreender incidem sobre zonas históricas cujo significado e relevo nacional motivam o reconhecimento do interesse público nacional das acções a realizar.
A dimensão e a complexidade destas operações e a sua associação às comemorações do primeiro centenário da implantação da República, que se cumpre a 5 de Outubro de 2010, justificam a constituição de uma estrutura própria para o efeito, dotada de poderes de utilização, fruição e administração de bens do domínio público afectos ao exercício das suas actividades e de um regime especial de contratação pública, imprescindíveis ao êxito da realização das acções previstas para a frente ribeirinha de Lisboa.
Assim:
Nos termos da alínea g) do artigo 199.º da Constituição, o Conselho de Ministros resolve:
1 - Aprovar os objectivos e as principais linhas de orientação da requalificação e reabilitação urbana da frente ribeirinha de Lisboa, bem como as respectivas zonas de intervenção, inscritos no documento estratégico Frente Tejo anexo à presente resolução e da qual faz parte integrante, levando ainda em consideração a vontade manifestada pela Câmara Municipal de Lisboa, por deliberação de 16 de Abril de 2008, de um possível alargamento do âmbito da intervenção.
2 - Determinar que as operações de requalificação e reabilitação urbana da frente ribeirinha de Lisboa sejam executadas por uma empresa pública a constituir sob a forma de sociedade de capitais exclusivamente públicos, a qual disporá de poderes excepcionais, designadamente em matéria de contratação pública e de utilização, fruição e administração de bens do domínio público. 3 - Reconhecer o interesse público nacional das operações de requalificação e reabilitação urbana da frente ribeirinha de Lisboa a realizar pela sociedade referida no número anterior. (...)
Muitos dirão - vira o disco e toca o mesmo, estás sempre a bater na mesma tecla. Eu respondo - é verdade, mas não sou o único. O governo também!
Já nem é com revolta que vejo este tipo de notícias, de resoluções de ministros, de governação. É com uma enorme tristeza...
Tenho pena que muitos vivam presos no medo de parecerem "mesquinhos e provincianos" e, tal qual os populares observando o rei que passeava nú à sua frente, assobiem para o ar e finjam não ver aquilo que é evidente.
Aprova os objectivos e as principais linhas de orientação da requalificação e reabilitação da frente ribeirinha de Lisboa inscritos no documento estratégico Frente Tejo.
No quadro das medidas de requalificação e reabilitação de áreas urbanas e em conjugação com as comemorações do primeiro centenário da implantação da República, o Governo irá promover a execução de um conjunto de operações destinadas à valorização da frente ribeirinha de Lisboa, visando a modernização, reorganização e renovação daquele espaço urbano.
Dando seguimento à intervenção urbanística mais relevante operada na cidade de Lisboa na viragem do século - Parque das Nações - a estratégia de intervenção projectada visa igualmente criar uma nova visão para a cidade e para a sua frente ribeirinha, possibilitando a reconciliação da cidade e dos seus habitantes com o rio Tejo e a zona ribeirinha, enquanto espaço cultural e de lazer, mas também permitindo a recuperação da sua centralidade em função dos novos usos que lhe vão ser dados e das infra-estruturas a implantar.
Estão previstas intervenções urbanísticas, a executar num horizonte temporal reduzido, na zona da Baixa Pombalina, na área compreendida entre o Cais do Sodré, Ribeira das Naus e Santa Apolónia, incluindo a reocupação parcial de edifícios da Praça do Comércio e a reabilitação dos quarteirões da Avenida do Infante D. Henrique, situados entre o Campo das Cebolas e Santa Apolónia, bem como no espaço público da zona da Ajuda-Belém, compreendendo a construção de um novo edifício para o Museu dos Coches e o remate do Palácio Nacional da Ajuda.
Considerando as acções previstas, resulta inequívoco o interesse público que as mesmas revestem não só para a cidade de Lisboa mas também para o País, uma vez que a requalificação e a reconversão a empreender incidem sobre zonas históricas cujo significado e relevo nacional motivam o reconhecimento do interesse público nacional das acções a realizar.
A dimensão e a complexidade destas operações e a sua associação às comemorações do primeiro centenário da implantação da República, que se cumpre a 5 de Outubro de 2010, justificam a constituição de uma estrutura própria para o efeito, dotada de poderes de utilização, fruição e administração de bens do domínio público afectos ao exercício das suas actividades e de um regime especial de contratação pública, imprescindíveis ao êxito da realização das acções previstas para a frente ribeirinha de Lisboa.
Assim:
Nos termos da alínea g) do artigo 199.º da Constituição, o Conselho de Ministros resolve:
1 - Aprovar os objectivos e as principais linhas de orientação da requalificação e reabilitação urbana da frente ribeirinha de Lisboa, bem como as respectivas zonas de intervenção, inscritos no documento estratégico Frente Tejo anexo à presente resolução e da qual faz parte integrante, levando ainda em consideração a vontade manifestada pela Câmara Municipal de Lisboa, por deliberação de 16 de Abril de 2008, de um possível alargamento do âmbito da intervenção.
2 - Determinar que as operações de requalificação e reabilitação urbana da frente ribeirinha de Lisboa sejam executadas por uma empresa pública a constituir sob a forma de sociedade de capitais exclusivamente públicos, a qual disporá de poderes excepcionais, designadamente em matéria de contratação pública e de utilização, fruição e administração de bens do domínio público. 3 - Reconhecer o interesse público nacional das operações de requalificação e reabilitação urbana da frente ribeirinha de Lisboa a realizar pela sociedade referida no número anterior. (...)
Muitos dirão - vira o disco e toca o mesmo, estás sempre a bater na mesma tecla. Eu respondo - é verdade, mas não sou o único. O governo também!
Já nem é com revolta que vejo este tipo de notícias, de resoluções de ministros, de governação. É com uma enorme tristeza...
Tenho pena que muitos vivam presos no medo de parecerem "mesquinhos e provincianos" e, tal qual os populares observando o rei que passeava nú à sua frente, assobiem para o ar e finjam não ver aquilo que é evidente.
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