
quarta-feira, agosto 20, 2008
Harrisson vs Os Possessos

quarta-feira, julho 02, 2008
Teoria da Evolução faz 150 anos

Ontem, dia 1 de Julho de 2008, passaram 150 anos do nascimento da Teoria da Evolução.
Como aqueles que me conhecem bem sabem, Darwin é talvez a personalidade que mais admiro. Não apenas pela elaboração da referida teoria (com Wallace) , pela "descoberta" da evolução, mas por tudo o que isso pessoalmente implicou para ele.
Poucos são aqueles que ousam questionar as suas convicções mais profundas. Menos ainda serão aqueles que o fazem já bem dentro da idade adulta.
Darwin fê-lo. Darwin usou a sua inteligência não para justificar os seus preconceitos, mas para descobrir a verdade. Fê-lo em meados do séc. XIX, com todas as dificuldades inerentes ao confronto com o Zeitgeist de então.
Por muitas mais razões deveremos festejar estes 150 anos, se bem que nos tempos que correm, com o regresso a fanatismos irracionais que muitos pensaram estar já ultrapassados, julgo ser importantante relembrar o poder da razão. O poder da razão livre. O poder com que nascemos
e que nos pode elevar...
sexta-feira, junho 27, 2008
Paródia à Campanha do Euro. Herman 98
Muitos talvez não se recordarão deste spot. Surgiu na sequência de uma campanha (muito má, por sinal) do governo para a divulgação do euro. O Herman pegou no Spot que passava a toda a hora na TV e fez a dobragem que podem aqui ver. Apresentou-o no Herman 98, sendo convidado nesse dia o ministro das finanças de então, António Sousa Franco.
Nunca mais me esqueço da cara do então ministro... disso e das gargalhadas do meu irmão que nem me deixaram ouvir o sketch até ao fim.
Ando à procura do anúncio original, mas anda difícil..
Que saudades deste Herman...
quarta-feira, junho 11, 2008
Novo Anúncio da Super Bock (directors cut)
Digam lá se não apetece largar tudo e ir para esse local do anúncio beber umas Super Bocks?
quarta-feira, junho 04, 2008
Que amigos nossos que eles são
Podemos gostar mais do azul ou do vermelho...
...mas não podemos negar a verdade quando a vemos, não podemos exigir justiça e depois ignorá-la para obtermos mais facilmente os nosso propósitos.
Não juro a inocência de alguém quando não tenho dados que o suportem, da mesma forma que não a condeno nas mesmas condições.
Não garanto que o Pinto da Costa jamais foi corrupto, assim como não o faço em relação a Luís Filipe Vieira ou a Filipe Soares Franco, mas não tento incriminar qualquer um destes sem olhar a meios e num processo obscuro e absolutamente inverosímil.
Abaixo transcrevo um artigo do JN de Domingo abordando a forma como a FPF comunicou à UEFA a situação do FCP...
Palavras para quê?
Federação Portuguesa de Futebol, através de um seu funcionário, o advogado João Leal, comunicou à UEFA a condenação do F. C. Porto pela Comissão Disciplinar da Liga da forma mais negativa possível, fazendo os possíveis para que a UEFA exclua os portistas da Liga dos Campeões. Ao invés de tentar proteger o seu filiado, como é sua obrigação e sempre fez, ou como fazem as outras federações, a FPF começa por dizer que o campeão nacional "has committed the very serious disciplinary infrigement of corruption of the refereeing team" [cometeu a infracção disciplinar muito grave de corrupção da equipa de arbitragem] e só 22 palavras mais à frente, no meio de referências jurídicas, e em itálico é que se lê "as an attempt" [na forma tentada]. Mais, o denodo com que João Leal, director do Departamento Jurídico da FPF, escreve que o F. C. Porto não recorreu e omite que o recurso de Pinto da Costa pode ter óbvios efeitos sobre a condenação do clube caso venha a ser considerado procedente pelo Conselho de Justiça indicia uma inaceitável tomada partido. Diabolizando o F.C. Porto, claro!
À Federação, aos seus órgãos e aos elementos que os integram exige-se distanciamento e imparcialidade. Lendo o fax que a FPF enviou para a UEFA percebe-se que não há distanciamento, nem imparcialidade. Falando claro, João Leal enviou uma comunicação que abre caminho à exclusão do F. C. Porto, em benefício especialmente do Benfica, que assim poderá chegar à Champions através da terceira pré-eliminatória, mas também do Guimarães e até do Braga.
A FPF tem todo o direito de achar que a condenação do F. C. Porto pela Comissão Disciplinar da Liga foi curta, mas é incompreensível que agora vista publicamente a pele de cordeiro ao dizer que é assunto que não lhe diz respeito e na privacidade da comunicação com a UEFA use o fato de lobo mau e tente empurrar o campeão nacional para o cadafalso.
Em suma, este é um óbvio caso de tráfico de influências e a federação terá de se explicar.
in JN 1/06/08
A propósito da suposta exclusão da UEFA por um ano...
Como não quero maçar-vos com a totalidade do artigo, que no entanto aconselho a ler, deixo apenas, e a prpósito da decisão da UEFA hoje anunciada (para júbilo de alguns), a parte do referido artigo em que ele se refere a uma eventual decisão da UEFA.
Aqui vai:
13. Mas a verdade é que, aparentemente, este cenário não foi previsto pela, mais uma vez passiva, defesa do FC Porto. Juridicamente, uma hipotética decisão da UEFA, hoje, que venha de encontro à escabrosa pretensão benfiquista seria uma aberração e um abuso. Qualquer ignorante de Direito sabe que não há retroactividade da lei penal e que a tentativa de chamar a isto, não uma sanção, mas uma condição de inscrição ou coisa que o valha, não passa de um exercício de desonestidade intelectual.
Se a lei da UEFA de 2007 se pudesse aplicar a factos passados, o Milan não teria podido disputar a edição deste ano da Liga dos Campeões e a Juventus não poderia disputar a do ano que vem. O problema está em que todos sabem que as decisões da UEFA são jurídicas nuns casos e politicas noutros — e foi nisso que o Benfica apostou. O FC Porto reúne as condições ideais para uma decisão politica e servida como «exemplo»: é um grande clube em termos desportivos, um histórico da Liga dos Campeões, vencedor da prova há apenas quatro anos — mas é também representante de um país pequeno e de direitos comerciais de menor importância face aos tubarões da Europa. O alvo ideal.
14. Seja qual for a decisão da UEFA, o Apito Dourado está condenado à morte. Fez-se tudo o que se pôde, com um objectivo predeterminado e um alvo prefixado. E o resultado envergonha os seus promotores. Quando toda a poeira assentar, ficará para a história apenas como mais um momento em que a inveja dos medíocres ditou a sua lei. É, em grande parte, a história de Portugal.
FC Porto: Argumentação de Ricardo Costa contestada
A dar mais relevo e impacto a este posicionamento, José de Faria Costa, professor catedrático e personalidade insigne no mundo do Direito Penal e do Processo Penal, recentemente homenageado pelos magistrados de S. Paulo, é superior hierárquico do assistente da FD, Ricardo Costa, o presidente da CD que suspendeu Pinto da Costa, o presidente dos dragões, por dois anos, o que lhe confere uma autoridade, nesta matéria, inquestionável.
Assim, o director contraria, publicamente, o assistente, numa situação curiosa e singular. No parecer elaborado, e que acompanha o recurso do presidente portista para o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Faria Costa contesta, veementemente, as teses do assistente da UC, com especial ênfase na inadmissibilidade da validação das escutas efectuadas em inquérito-crime e em sede de processo disciplinar.
O especialista em Direito Penal, chega a corrigir, mesmo, o sentido dado a citações de uma das suas obras e que constam em vários acórdãos assinados pelos membros daquele órgão da Liga. Neste ponto, Faria Costa esclarece que, antes da audiência de julgamento, a transcrição de escutas é um mero meio de prova de indícios e não algo que se traduza em factos dados como provados.
É este o caso de Pinto da Costa e de outros visados em processos disciplinares na justiça desportiva que, antes dos julgamentos, estão a ver usadas contra si intercepções efectuadas no âmbito processo Apito Dourado.
No parecer daquele professor doutorado, argumenta-se que o uso de escutas, num processo disciplinar, viola o direito de defesa. Isto pela simples e cristalina razão de que o órgão disciplinar da Liga não dispõe dos suportes magnéticos das intercepções. É que pode dar-se o caso das conversas estarem mal transcritas e nenhum visado poder corrigi-las, no processo disciplinar, sem ouvir as conversas gravadas.
O catedrático salienta, por outro lado, que a informação dos processos-crime pode ser, efectivamente, usada no processo disciplinar.
Todavia, para assentar factos como provados, a CD teria de recorrer a outros meios de prova, legalmente admissíveis, que não as próprias escutas, como, por exemplo, depoimentos. A este propósito, sobre as declarações de testemunhas - como no caso de Carolina Salgado, ex-companheira de Pinto da Costa e um dos suportes mais determinantes das decisões tomadas -, Faria Costa mostra-se contra a atribuição de uma credibilidade total antes da decisão final do julgamento.
Um argumento que serve para concluir que, se um facto for dado como provado num processo-crime, poderá, também, ser classificado como verídico num processo disciplinar.
Refira-se, ainda, que a CD da Liga deu, ontem, por concluídas as suas respostas aos diversos recursos que se encontram no Conselho de Justiça e que, fundamentalmente, assentam nos acórdãos que fundamentaram as suas sentenças.
Entre estas, destacam-se, pela sua relevância, os dois anos de suspensão do presidente do FC Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, por tentativa de corrupção e a despromoção do Boavista à Liga de Honra, por coacção a agentes da arbitragem, além de multas significativas.
Para além destes processos mais mediáticos em causa, no CJ estarão recursos - cuja documentação totaliza cerca de cem mil folhas -, do árbitro Augusto Duarte e da União de Leiria, entretanto despromovido, desportivamente ao segundo escalão do futebol profissional, e do seu presidente, João Bartolomeu.
O parecer de Faria Costa junta-se aos de Germano Marques da Silva, membro do Conselho Superior do Ministério Público e professor de Direito Penal, na Universidade Católica, de Manuel Costa Andrade, penalista na UC e que tem defendido uma "redução drástica" do número de escutas telefónicas, na investigação policial e de Damião da Cunha.
São, pois, "pesos pesados" do Direito Penal que defendem as posições de Pinto da Costa contra as interpretações da lei por parte do órgão que tutela a disciplina da Liga Portuguesa de Futebol Profissional.Agora, o conflito vai terminar no CJ, órgão de última instância da justiça futebolística, sem direito a recurso, muito brevemente, numa reunião ainda, sem agenda marcada.
in JN 3/06/08
domingo, maio 18, 2008
O Justiceiro
Por Sónia Graça
Os clientes da CGD que estavam, 2.ª-feira, na agência de Telheiras assistiram, atónitos, a uma agressão praticada pelo motorista do presidente do SLBenfica, incitado pelo próprio Luís Filipe Vieira. A PSP interveio e as câmaras do banco registaram tudo. Não é a primeira vez que o presidente do Benfica é protagonista de casos desta natureza.
in Sol
Se o agrediu é porque teve razões muito fortes para isso, concerteza. Este homem é um gentleman e só preza pela verdade. E quem diz o contrário mente.
P.S. - Estou curiosíssimo por saber como seria a capa do Correio da Manhã de 3ª feira se o agressor fosse o Pinto da Costa...
Contra Notícia
No entanto, e face ao que nos últimos tempos se tem passado, não tenho outra opção que não fazê-lo (colocar/escrever/reflectir sobre assuntos relacionados com futebol).
Fala-se e escreve-se muito sobre os castigos aplicados ao FC PORTO e ao seu presidente, Pinto da Costa, escreve-se, a maior parte das vezes sem conhecimento de causa... Ninguém conhece o processo "Apito Final", mas todos aplaudem a "coragem" de quem o levou até "às últimas consequências". Coragem... Coragem seria fazer algo que contrariasse a opinião pública. Coragem seria absolver o FC PORTO, coragem seria não cair na tentação de se julgar mesmo sem ter os mecanismos necessários para tal, mesmo sem ter um tribunal (Não, o conselho disciplinar da liga não é um tribunal, longe disso).
O FC PORTO foi já condenado na praça pública, há inclusivamente jornais que têm toda uma equipe cujo o único papel é denegrir a imagem do clube. Agora é só arranjar formas de o condenar nos tribunais. E se os tribunais não existem, inventem-se!!
Tenho sido um leitor atento destes assuntos. Cada vez mais. É difícil encontrar informação não inviezada, mas muitas vezes até a encontramos escondida, encostada a um canto no mesmo jornal que dá manchete a uma notícia bombástica que pode ser mesmo posta em causa pelo raciocínio mais elementar decorrente da leitura da tal noticiazita escondida.
É com tristeza que vejo tudo isto. Este comportamento decorrente da psicologia de grupo, onde um aponta o inimigo e os outros, sem ousarem sequer investigar a veracidade da acusação, atiram pedras ao acusado. É com tristeza que vejo a inveja que reina neste país. O FC PORTO era um clube porreiro quando ganhava 2 campeonatos por década, quando ficava 19 anos sem ganhar um campeonato, quando entrava cheio de medo num dos estádios dos grandes da capital. Agora é a personificação da podridão do país, residente no ainda bárbaro norte, onde abundam curruptos e homens sem escrúpulos que beliscam com a sua rudeza os finos e delicados princípios do cosmopolitismo da capital. O seu presidente é um desses homens, com o seu sotaque vincado e piadas brejeiras... um burgesso que até declama Ántónio Nobre e Ramalho Urtigão, que tem lugar marcado na Casa da Música e que é mecenas e frequentador assíduo da Casa das Artes em Famalicão.
É com tristeza que vejo a inveja que o sucesso de alguns causa nos outros, sendo sempre necessário justificar o mesmo com patranhas.
Passarei portanto e a partir de agora, a abordar esta questão mais em particular, colocando textos, artigos de opinião, notícias, o que for.
Farei a minha parte nesta contra-notícia, neste contra-jornalismo...
Porque quando a história pode sempre ser contada de muitas maneiras... cabe-nos a nós escolher aquela que nos parece mais real.
sábado, maio 17, 2008
Porque é que isto não me causa espanto!?
São vários os especialistas que asseguram que, se Lisboa e Vale do Tejo trabalhasse ao mesmo ritmo que as outras regiões, o problema estaria muito atenuado. Os dados mais recentes da Administração Central dos Sistemas de Saúde (2007) corroboram os da IGAS: são enormes as assimetrias regionais. Florindo Esperancinha, coordenador do grupo de trabalho que fez um levantamento da situação, defende que estas assimetrias não são reais e que se devem a diferenças de registos, porque há hospitais que consideram todo o tipo de cirurgias e procedimentos e outros não. Mas Jorge Breda, presidente da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, não entende esta explicação, até porque as inscrições para cirurgia "estão em computador". Viajemos então até ao terreno. O segredo do sucesso dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), a unidade pública que mais cirurgias e exames da especialidade realiza, é muito simples: os oftamologistas têm à sua disposição um bloco operatório com três salas a funcionar de manhã e de tarde; além disso, desde há dois anos que funcionam como centro de responsabilidade, o que significa que os médicos recebem incentivos por produzir mais. "Há todo um passado de organização e motivação do pessoal", diz o director do serviço, Cunha Vaz. Como é que conseguem fazer cinco vezes mais cirurgias do que o Hospital de Santa Maria, em Lisboa? "Havia um treinador do Benfica que dizia "no comments"", ironiza, para depois destacar um dos factores que pode justificar tal diferença: "O acesso ao bloco operatório é crucial."No Hospital de S. João, no Porto, o segundo mais produtivo, não há incentivos nos moldes dos praticados nos HUC. Mas há pagamento à parte. "Operamos em cirurgia adicional [integrada no Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia]", explica António Oliveira e Silva, director clínico. Cada cirurgia à catarata rende 809 euros, revertendo 52 por cento para o hospital e 48 por cento para a equipa. Os profissionais recebem mais, portanto, mas nem com pagamento adicional este programa conseguiu seduzir os oftalmologistas de vários hospitais de Lisboa. Alexandra Campos
in Público
sexta-feira, maio 16, 2008
Um país chamado Lisboa
Aprova os objectivos e as principais linhas de orientação da requalificação e reabilitação da frente ribeirinha de Lisboa inscritos no documento estratégico Frente Tejo.
No quadro das medidas de requalificação e reabilitação de áreas urbanas e em conjugação com as comemorações do primeiro centenário da implantação da República, o Governo irá promover a execução de um conjunto de operações destinadas à valorização da frente ribeirinha de Lisboa, visando a modernização, reorganização e renovação daquele espaço urbano.
Dando seguimento à intervenção urbanística mais relevante operada na cidade de Lisboa na viragem do século - Parque das Nações - a estratégia de intervenção projectada visa igualmente criar uma nova visão para a cidade e para a sua frente ribeirinha, possibilitando a reconciliação da cidade e dos seus habitantes com o rio Tejo e a zona ribeirinha, enquanto espaço cultural e de lazer, mas também permitindo a recuperação da sua centralidade em função dos novos usos que lhe vão ser dados e das infra-estruturas a implantar.
Estão previstas intervenções urbanísticas, a executar num horizonte temporal reduzido, na zona da Baixa Pombalina, na área compreendida entre o Cais do Sodré, Ribeira das Naus e Santa Apolónia, incluindo a reocupação parcial de edifícios da Praça do Comércio e a reabilitação dos quarteirões da Avenida do Infante D. Henrique, situados entre o Campo das Cebolas e Santa Apolónia, bem como no espaço público da zona da Ajuda-Belém, compreendendo a construção de um novo edifício para o Museu dos Coches e o remate do Palácio Nacional da Ajuda.
Considerando as acções previstas, resulta inequívoco o interesse público que as mesmas revestem não só para a cidade de Lisboa mas também para o País, uma vez que a requalificação e a reconversão a empreender incidem sobre zonas históricas cujo significado e relevo nacional motivam o reconhecimento do interesse público nacional das acções a realizar.
A dimensão e a complexidade destas operações e a sua associação às comemorações do primeiro centenário da implantação da República, que se cumpre a 5 de Outubro de 2010, justificam a constituição de uma estrutura própria para o efeito, dotada de poderes de utilização, fruição e administração de bens do domínio público afectos ao exercício das suas actividades e de um regime especial de contratação pública, imprescindíveis ao êxito da realização das acções previstas para a frente ribeirinha de Lisboa.
Assim:
Nos termos da alínea g) do artigo 199.º da Constituição, o Conselho de Ministros resolve:
1 - Aprovar os objectivos e as principais linhas de orientação da requalificação e reabilitação urbana da frente ribeirinha de Lisboa, bem como as respectivas zonas de intervenção, inscritos no documento estratégico Frente Tejo anexo à presente resolução e da qual faz parte integrante, levando ainda em consideração a vontade manifestada pela Câmara Municipal de Lisboa, por deliberação de 16 de Abril de 2008, de um possível alargamento do âmbito da intervenção.
2 - Determinar que as operações de requalificação e reabilitação urbana da frente ribeirinha de Lisboa sejam executadas por uma empresa pública a constituir sob a forma de sociedade de capitais exclusivamente públicos, a qual disporá de poderes excepcionais, designadamente em matéria de contratação pública e de utilização, fruição e administração de bens do domínio público. 3 - Reconhecer o interesse público nacional das operações de requalificação e reabilitação urbana da frente ribeirinha de Lisboa a realizar pela sociedade referida no número anterior. (...)
Muitos dirão - vira o disco e toca o mesmo, estás sempre a bater na mesma tecla. Eu respondo - é verdade, mas não sou o único. O governo também!
Já nem é com revolta que vejo este tipo de notícias, de resoluções de ministros, de governação. É com uma enorme tristeza...
Tenho pena que muitos vivam presos no medo de parecerem "mesquinhos e provincianos" e, tal qual os populares observando o rei que passeava nú à sua frente, assobiem para o ar e finjam não ver aquilo que é evidente.
domingo, abril 27, 2008
O Quadro da Vergonha

sábado, abril 12, 2008
Apito Descarado II
quinta-feira, abril 10, 2008
Dário de um cirurgião do hospital de Santo António dos Capuchos
9:00 - Chegada ao serviço
9:10 - visita aos 2 doentes internados na enfermaria (às vezes é apenas 1)
9:30 - Ordem aos internos para fazer o diário dos doentes (ou nota de alta caso seja o caso)
9:50 - Ordem aos internos para ir fazer a nota de entrada do doente que vai ser operado amanhã.
12:00 - Saída do hospital
Terça-Feira
8:45 - Chegada ao serviço
9:00 - Entrada no Bloco
9:30 - Início da cirurgia
11:30 - fim da cirurgia
11:45 - visita aos doentes internados (dois)
11:50 - Ordem aos internos para fazerem o diário
12:00 - saída do hospital
Quarta -Feira
8:30 - Chegada ao Serviço de Urgência (S.U.) do hospital de S. José
9:00 - início da deambulação pelo S.U.
9:30 às 0:00 - ver alguns doentes que não são possíveis passar aos internos, operar aqueles necessários.
0:00 - cama
5ª feira
Saída de Banco
Tarde - consultas (se possível o interno da especialidade fá-las, presença dispensável no hospital)
6ª feira
9:00 - chegada ao hospital
9:10 - visita aos 2 doentes internados na enfermaria (às vezes é apenas 1)
9:30 - Ordem aos internos para fazer o diário dos doentes (ou nota de alta caso seja o caso)
Sábado e Domingo
Descanço desta canseira que é o dia a dia no Hospital dos Capuchos
quarta-feira, abril 09, 2008
Apito Descarado
Aqui é que o Apito era Descarado!!! Ia eu à bola já nesta altura... com bilhete de sócio do FCP.. para ver o Benfica ser roubado desta maneira. 1 lance - 2 roubos de Igreja.
terça-feira, abril 01, 2008
Uma mentira dita muitas vezes, passa a ser verdade... Quando a maior parte da informação tende à partida para um dos lados, todo o caldo está feito para um belo cozinhado...
Este campeonato já está decidido e é do FC Porto, como sempre foi fácil de prever. O próximo, ou o de 2009/10, começa a jogar-se brevemente no Tribunal de Aveiro — onde o presidente do FC Porto vai ser julgado por crime de corrupção activa e o árbitro Augusto Duarte por crime de corrupção passiva. A este campeonato não há Apito Dourado que lhe possa valer: se alguém se atrevesse sequer a insinuar que os 16 pontos de avanço do FC Porto se devem a favores de arbitragem ou outras manobras de bastidores, morria instantaneamente de rídiculo na praça pública. Mas para o próximo, as almas pequeninas estão esperançadas em que o tribunal consiga dar como provado o crime de corrupção, o que logo habilitará a Liga de Clubes a decidir em cascata:
— a irradiação de Pinto da Costa e de Augusto Duarte;
— a descida compulsiva do FC Porto à Liga Vitalis;
— a retirada retroactiva do título de 2003/2004 ao FC Forto e sua atribuição ao Benfica (que, se a memória me não falha, ficou para aí a uns 11 pontos de atraso).Daqui, por sua vez, retirar-se-ão outros corolários de «moral» e «verdade desportiva», a saber:
— que, se o árbitro do Beira-Mar-FC Porto de 2003/2004 — um jogo que já nada interessava a qualquer dos contendores — foi comprado, é de presumir, por maioria de razão, que foram comprados ou abordados em vão todos os outros árbitros dos jogos do FC Porto que, esses sim, contaram para o título dos portistas;
— que, se isto foi assim nessa época e por iniciativa de Pinto da Costa, é de presumir que assim tenha sido ao longo dos 25 anos que ele leva de presidência. Fica assim esclarecida a razão para os êxitos recorrentes do FC Porto, nas últimas duas décadas;
— o Tribunal de Aveiro e a Liga irão certamente notificar a UEFA e a FIFA para que elas investiguem as condições, a partir de agora suspeitas, em que o FC Porto conseguiu ser duas vezes campeão da Europa e do mundo, sob a presidência de Pinto da Costa;
- de caminho, cai por terra um outro mito, o da excelência de José Mourinho. Se se conseguir provar que Pinto da Costa pagou 2.500 euros ao árbitro de um jogo que já não contava para nada, como jura Carolina Salgado, quem pode atribuir a José Mourinho, aos jogadores ou à equipa qualquer espécie de mérito em terem conquistado nesse ano Portugal e a Europa? Afinal, era o presidente quem tratava de resolver a coisa, antes de o desfecho se decidir no relvado…
Aqui há umas semanas, na festa do Benfica, no Casino Estoril, Luís Filipe Vieira indignou-se porque ainda «não tinha acontecido nada» no processo Apito Dourado. Por acaso, já tinha, mas não o que ele queria: Valentim Loureiro, Pinto de Sousa e o presidente do Gondomar já tinham começado a ser julgados no Tribunal de Gondomar. Mas o que interessava a Vieira que o seu ex-sócio na direcção da Liga, o presidente dos árbitros por ele votado e o Gondomar FC estivessem a ser julgados? Vieira, como três quartos do país dito desportivo, entendia e entende que só se fará justiça se Pinto da Costa for condenado e irradiado e o FC Porto afastado por uns tempos da concorrência.
Pois, aí tem a vontade satisfeita. Enfim, um primeiro desejo. Um ano de esforços, de investigações, de muito dinheiro gasto aos contribuintes, permitiu a Maria José Morgado e à sua equipa convencer uma juíza a desarquivar um processo arquivado por uma outra colega e levar a julgamento quem se pretendia. Para tal, contaram apenas com um único facto novo: a radiosa testemunha Carolina Salgado, essa Joana d'Arc do futebol português, como lhe passaram a chamar os benfiquistas, depois de no passado lhe terem chamado coisas mais alternativas e menos grandiosas. A juíza aceitou a acusação, mas agora o Ministério Público não vai ter tarefa fácil em tribunal. Como coisas menores, vai ter de provar, por exemplo, que Pinto da Costa mente quando diz que não esperava e ficou incomodado com a visita a sua casa de Augusto Duarte. Mas isso é o menos. O essencial vai ser conseguir fazer prova:
— de que o FC Porto tinha um interesse justificado no resultado daquele jogo, ao ponto de subornar o árbitro;
— de que, de facto, o suborno aconteceu e o árbitro o aceitou;
— de que, tendo o corruptor pago para obter um resultado, o corrupo fez também a sua parte.
Ou seja, em tribunal, o Ministério Público vai ter de fazer prova de factos que integrem os três elementos essenciais do crime de corrupção: o móbil, a consumação e o nexo de causalidade (por favor, não confundir com casualidade).
O segundo elemento, a consumação do crime, assenta exclusivamente no testemunho de Carolina Salgado, o que faz antever grossas dificuldades e desilusões para o Ministério Público. Primeiro que tudo, porque, e se a defesa de Pinto da Costa fizer o que se espera, o mais provável é que a testemunha seja contraditada antes mesmo de depor e que a contradita seja aceite: entra pelos olhos adentro de qualquer pessoa de boa-fé que a testemunha se move por vingança pessoal e que a sua credibilidade merece zero de tolerância (não se trata aqui de um filme, feito por benfiquistas e em que se produz acusação e sentença, com base apenas no testemunho da senhora e sem lugar à defesa).
Em segundo lugar, a senhora Carolina Salgado é talvez adequada para impressionar fotógrafos de revista do jet-seis, mas, como já se viu com a sua prestação no Tribunal de Gondomar, é propensa a atrapalhar-se fora de cenas pré-montadas e a cair em contradições, esquecimentos e declarações inverosímeis. Pior ainda vai ser fazer prova do móbil do crime: com o campeonato resolvido e todas as atenções na final da Liga dos Campeões, que interessava ao FC Porto gastar 2.5000 euros a subornar o árbitro do jogo com o Beira-Mar?
E, quanto ao tal nexo de causalidade, que tanto parece aborrecer alguns «facilitistas», como provar que a corrupção se consumou se não houve afinal casos de arbitragem, conforme unanimemente reconhecido pela crítica da época, e se, no final, o FC Porto nem sequer ganhou o jogo?
Ou será que o digníssimo representante do Ministério Público vai sustentar em tribunal que o FC Porto pagou 2.500 euros para garantir um empate com o Beira-Mar, num jogo a feijões?
Ou vai sustentar a tese peregrina, inventada em estado de necessidade e que para aí circula, de que o FC Porto tinha o hábito de manter cautelarmente os árbitros comprados em todos os jogos, com base no princípio «se hoje não interessa, amanhã pode interessar»?
A coisa promete. É verdade que o estádio de Aveiro é mais um elefante branco construído para o Euro-2004 em que já nem o relvado se aproveita. Mas, se o estádio não tem préstimo, o tribunal pode ter. E Aveiro volta assim ao mapa futebolístico português.
EM TEMPO: Já depois de escrito este texto, fui surpreendido com a notícia de que a Liga de Clubes, com base nos mesmos factos e na decisão instrutória do Tribunal de Gondomar, decidiu instaurar um processo disciplinar ao FC Porto e ao seu presidente, com fundamento em corrupção desportiva. E digo surpreendido, porque não vejo com que meios investigatórios é que a Liga vai conseguir fazer prova daquilo que o M.º Público não conseguiu e que só o tribunal poderá apurar. Imagine-se que a Liga, tão espicaçada pelo Benfica, condena o FC Porto a descer de divisão e depois o tribunal o absolve: como é, pedem desculpas retroactivas e pagam os milhões de contos de prejuízos causados?
Não seria mais curial, por exemplo, investigar para já o caso (arquivado pelo Ministério Público) da escuta telefónica em que Valentim Loureiro e Luís Filipe Vieira combinam o árbitro que o Benfica queria para um jogo da meia-final da Taça de Portugal, contra o Belenenses?
O «Senador» benfiquista Silvio Cervan, cujas crónicas não serão propriamente um modelo de isenção clubística (como pode, aliás, um dirigente de clube ser isento?), afirmou aqui, no sábado, que é injusto atribuir apenas a favores de arbitragem o segundo lugar ocupado pelo Vitória de Guimarães, e que tanto preocupa e humilha o S. L. Benfica. De facto, é injusto. Mas quem, senão ele é que se lembrou de afirmar tal coisa? Estaria a falar com a própria consciência?
Miguel Sousa Tavares in A Bola
sábado, março 29, 2008
Sem grandes coisas...
Não pude deixar de notar que nesta magnífica noite (que alguns teimam em apelidar de "perigosa", "violenta" e "imprópria" para consumo) não encontrei "gunas", "mitras" ou mesmo "ladrões", que me quisessem fazer mal, assaltar ou levantar todo o dinheiro que tinha em caixa.. Estranho? Mentira? Não sei... para mal do meu espanto a noite no Porto correu lindamente, e regressei a casa ileso, e cá estou eu em sem nenhuma marca de guerra da mesma, e sobretudo bem de saúde (nada de facadas e balázios como alguns querem fazer passar).. deixem-me que vos diga, que ao contrário do que é normal, a noite no Porto é bastante agradável, segura e para além do mais interessante. É ou não é "Quim Roscas"? É si senhor.. Bonita escreve-se com "b" de BELA.. não sei se fui o contemplado da noite, mas o que é certo é que Porto é sinónimo de Metrópele.. e Metrópele é sinónimo de Grande.. grande cidade esta.. onde praticamente toda a gente pretendia fazer a sua vida, excepto a ínfima parcela de oligofrénicos lisboetas, que teimam em afirmar que em Lisboa é que se encontra o mundo... mas o "mundo" não quer nada com Lisboa!Par de áses.
sexta-feira, março 28, 2008
Dia Grande para o Ténis Luso
quarta-feira, março 26, 2008
(uma menininha querida a mexer em dinheiro do bom)
Amen
Porto produz 25% da ciência nacional
in JN
Intolerância Católica

Há cerca de um mês atrás na cidade de Braga foram colocados cartazes anunciando para breve e passo a citar "A nova Matriz de Braga está a chegar!" (não me lembrei de fotografar na altura)
Ora há cerca de duas semanas os bracarenses ficaram a saber que afinal de contas a nova Matriz anunciada por uma bela freirinha e um sacerdote careca é nada mais nada menos que uma Mega stand de automóveis (como demonstram as fotos) que foi inaugurada há dias!Uff! Respirei de alívio!
Espanto, indignação, incredulidade percorreram a comunidade católica da cidade! O próprio bispo repudiou a utilização da imagem da igreja em publicidade tão pouco digna. Partilhando da indignação do Sr. Bispo, algum católico mais fervoroso lembrou-se de vandalizar os cartazes gigantes, escrevendo a tinta preta a palavra "Satanás" em vários dos posters espalhados pela cidade. Não contente(s) desenhou uns corninhos no careca e maquilhou a carinha laroca e tentadora da bela freirinha... Foi uma filha da putice que lhes fizeram! como diria o nosso amigo ferreira torres.
Quanto a mim, se fosse dono da empresa visada, optaria agora por colocar publicidade com freirinhas lindas e jeitosas a ensaboar, em bikini, os melhores modelos à venda na stand.
terça-feira, março 25, 2008
Jorge Nuno Pinto da Costa - uma história de criança

Filho de uma nobre família da região do Porto, teve a sua instrução escolar nos melhores colégios da mesma. Conta quatro mulheres e dois filhos até hoje. Inicia cedo a ligação ao clube da sua cidade e do seu coração, tendo tido cargos de responsabilidade em várias secções do mesmo, chegando aos 40 anos de idade a director de futebol em finais da década de 70 (1977-78), altura em que o F.C.Porto conquista o campeonato nacional, em igualdade pontual com o S.L.Benfica (campeão nacional em título na altura) pondo termo a 19 longos anos de jejum! Dois anos após deixa o clube. Volta em 1982, como presidente, para não mais deixar aquele lugar. Conta já com 26 anos de liderança Portista, com imensos feitos inéditos, designadamente construção do Estádio do Dragão, da Loja Azul, do Centro de Treinos em Gaia,..., um palmarés invejável a todos os níveis enquanto presidente de um clube em praticamente todas as modalidades, nomeadamente no futebol (que é a mais sonante) com 15 campeonatos da primeira liga nacional, 2 taças dos campeões europeus, 1 supertaças europeias, 1 taça uefa, 2 taças intercontinentais, 9 taças de portugal, 14 supertaças nacionais,... e sobretudo com a imagem única e gloriosa, do grande impulsionador nacional e internacional de um clube representativo de uma cidade que acaba por crescer aos olhos do mesmo! Em 26 anos o Porto vence 15 nacionais de futebol.. nos outros 89 do restante da sua história tinha vencido 10 (já com as 3 edições vencidas no Campeonato de Portugal entre 1922-1934).
Após 26 anos de liderança do presidente do F.C.Porto, e 24 anos de idade que já conto, apraz-me dizer que hoje quando decidi vir ler os jornais online, tinha acabado por se concretizar por assim dizer, um "desejo de criança",... Tal foi o massacre acometido à maioria dos meus ilustres amigos apoiantes do F.C.Porto, durante anos e anos a fio (lembro-me como se fosse hoje, das várias discussões diárias tão acesas que algumas quase chegaram a vias de facto no meu 5º ano, teria eu 10 anos, com o mítico Paulo Ribeiro, já andava comigo há 6 anos), em que a conversa era sempre a mesma, e não passava da tónica de que o Porto era o clube da corrupção, teria tudo comprado, feito, desenhado,... para singrar em todas as competições em que entrava. Pois é, depois de em 2004 (passados 11 anos do meu 5º ano de escolaridade), ter rebentado o escândalo Apito Dourado (com base em investigações APENAS sobre jogos referentes ao séc XXI), de em 2007 e 2008 (passados 14 anos do meu 5º ano de escolaridade) o presidente do F.C.Porto ter sido acusado de corrupção activa desportiva em partidas referentes à época 2003-04 (que o mesmo clube venceu com 82 pontos, sem qualquer derrota ou empate em casa), acaba hoje dia 25/03/08 por se confirmar o julgamento no âmbito de um jogo em Aveiro entre Beira-Mar e Porto, que ocorreu à 31ª jornada do referido campeonato, tendo tido como resultado final o empate sem golos, altura em que o Porto levava 6 pontos de avanço sobre o Sporting e 9 pontos de vantagem sobre o Benfica. O Ministério Público acusa o presidente do F.C.Porto de ter dado em sua casa, um envelope com dinheiro ao árbitro dessa partida em Aveiro, dois dias antes do jogo. Pinto da Costa confirmou o encontro, de velhos amigos, mas negou a oferta do referido envelope. Pergunto eu: o que fazem um presidente de um clube, um árbitro e um empresário, dois dias antes de um jogo no qual há envolvimento do clube do referido presidente, a ser apitado pelo juiz em questão (Augusto Duarte)? Deixo para os mais audazes me responderem..
O tal "desejo de criança" em ver Pinto da Costa responder perante a justiça nacional, perdoem-me meus caros amigos azuis e brancos, está consumado! É certo que nada de "outro mundo" vai acontecer com esta figura enigmática do séc. XXI, mas é mais certo ainda que a haver justiça em Portugal, e nomeadamente no Desporto Nacional, ele tinha de responder perante a lei, e ser julgado pelos elevados índices de suspeição de corrupção activa e tráfico de influências no futebol nacional que giram em torno de tanto sucesso em praticamente 1/3 de século de história do clube!
"Não me interessa a corrupção enquanto tudo corre de feição.. mas imaginem se o mesmo se passasse e o F.C.Porto nestes 26 anos de hegemonia incontornável, não tivesse alcançado tamanho sucesso.. O que seria de Pinto da Costa? O que seria do F.C.Porto? O que seria do futebol nacional? O que seria da cidade do Porto..?"
Um contador de histórias.
sexta-feira, março 14, 2008
CURRICULUM VITAE F. NOLASCO
1) Dados Pessoais
Fernando Eduardo Barbosa Nolasco.
Rua Gil Patrício, nº43 - 2º Direito 1900 Lisboa.
Tel.: 21 6543321.
Telemóvel: 96 324333.
2) Objectivo
- Médico Nefrologista, Gastrentologista, Cirurgião Geral e Anestesista. Pretendo ingressar no Hospital Geral Santo António, Centro Hospitalar do Porto EPE, para exercer funções no Departamento de Ensino, Formação e Investigação. Sinto-me com capacidade de evoluir na carreira e de poder vir a ter cargos de maior responsabilidade, do que aqueles que já possuo.
3) Competências
- Boa capacidade de expressão escrita, oral e outras;
- Facilidade de integração em projectos de trabalho em equipa;
- Domínio do Inglês escrito, falado e outros;
- Domínio do Francês falado;
- Conhecimentos de Alemão, Mandarim, Checo e “Gasco”;
- Autonomia. 8h diárias com bateria de lítio. 4h diárias com bateria a pilhas recarregáveis;
- Criatividade;
- Domínio do processador de texto em ambiente MS-DOS;
- Domínio de cães e lagartos como entertainer em festas populares em Figueirós dos Vinhos.
4) Percurso
- Guarda redes da equipa de futebol do ensino secundário “Os Texuguinhos” de 1968 a 1970.
- Baterista dos: The Paintguers, Pigates of Guede Aigue, Trogan e Flying Chaigues. Década de 70.
- Actor no Grupo de Teatro da Universidad Nacional de Colombia. Bogotá 1975.
- Voz-off de desenhos animados da RTP. Lisboa 1988.
- Tesoureiro do Clube de motards “Os Barrigas”. Évora 1993.
- Conselho Científico da Sociedade Portuguesa de Nefrologia. Lisboa 2000.
- Presidente do Conselho pedagógico da FCM-UNL. Lisboa 2005.
- Estabelecimento da estimativa da Filtração Glomerular. Equação de Cockcroft-Gault-Nolasco “Eu e mais dois”.
- Participação em inúmeros congressos, workshops, e conversas com máquinas.
- ...
5) Formação
- Licenciatura em Medicina na Universidad Nacional de Colombia. Bogotá 1978.
- Doutoramento em Competências Pedagógicas no séc. VI A.C. (período Arcaico) da Grécia Antiga. Atenas 1982.
- Especialização em Nefrologia. Lisboa 1985.
- Especialização em Gastrentologia, Cirurgia Geral e Anestesia. Cursos Planeta de Agostini em 20 lições + 10 aulas práticas + 50 BJ’s (explicarei em entrevista o significado da última).
- Curso de Inglês (6 anos) no Instituto Oficial de Londres em Portugal, Lisboa 1990.
- Curso de Linguagem Gestual. Lisboa 1994.
- Curso de Terapia da Fala, Como Aprender a Falar. Lisboa 1994.
- Curso de Mascar Pastilhas Elásticas em 3 Tempos. Lisboa 1994.
- Curso de Perfil para usar Óculos Tipo Garrafão. Lisboa 1994.
- Curso de Entertainer em 10 Lições. Lisboa 1994.
- Curso de Ser Careca e não Ser Careca. Lisboa 1994.
- Curso de Como Estar Presente em vários Locais ao mesmo tempo. Marte 2001.
- ...
Diversos
- Divorciado, carta de condução, baterista (com percurso por várias bandas de Electro-Pop de garagem nos anos 70).
- Nascido a 12 de Agosto de 1951 em Queluz.
- Alcoólico anónimo desde 1995, em tratamento.
- Doença mental grave, do foro neurótico (perturbação obsessivo-compulsiva), desde 1998 em tratamento.
domingo, março 09, 2008
Vencedor de 5 prémios internacionais. Um filme a não perder.
Veredicto: 8,5
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quinta-feira, março 06, 2008
O diabo está em toda a parte...
Encontrei isto no you Tube e não pude deixar de partilhar convosco...Quero comentários..
domingo, março 02, 2008

Bom, para começar, o filme retrata os primórdios da exploração do petróleo na poderosa e magnânime nação a que designamos de EUA. Toda a história da narrativa vive bastante (mas não só) do desempenho do talentoso Daniel Day-Lewis (considerado em conversas de café o actor da história do cinema que mais bem geriu a carreira). Este, impregna uma vivacidade e substância especiais à personagem que encarna, o magnata do petróleo Daniel Plainview. Por outro lado, o desempenho do jovem Paul Dano, o profeta da profícua "Igreja das 6 revelações" (ou algo do género) não deixa margem para críticas - um autêntico confronto de gerações em termos de talento de interpretação. A história acaba por se centrar nas vivências de Lewis nos altos e baixos do seu negócio, nomeadamente a sua ociosidade cega, e as implicações que isso acabará por acarretar: tanto na progressivamente dramática relação com o filho, como na relação conflituosa e até anedótica, de sucessivas inversões dos papéis de poder, com o profeta da cidade local. Este, serve também de âncora para expor, de forma sarcástica, a proliferação nesta época de seitas e cultos religiosos de interesse menos legítimo (que podemos infelizmente ainda constatar hoje!!).
A direcção do filme está de facto de parabéns, conseguindo transformar uma história quase banal numa película que nos prende verdadeiramente ao ecrã, não só pela riqueza das personagens, passando pela forma como as cenas são elaboradas (notando-se aqui um trabalho meticuloso) até aos criteriosos efeitos sonoros, criando uma tensão angustiante ao longo da narrativa. Uma das cenas mais brilhantes do filme foi aquando do evento dramático que marcaria para sempre o filho de Plainview, com a música de fundo a objectivar de uma forma atroz tudo aquilo que a personagem perdera. Verdadeiramente tocante, irão perceber na altura.
Sem dúvida, um filme merecedor de uma nomeação para óscar e que vale a pena ver (e quem sabe, rever).
Veredicto: 8,5
terça-feira, fevereiro 26, 2008
Podem não acreditar mas este objecto de contornos irregulares e com um prolongamento ponteagudo não passa de um... MACACO, mais propriamente um "macácu sánchu" como designavam por lá, um autêntico Ferrari por entre as árvores... (foto cortesia de Miguel Abreu)
TCHA THCHA TCHA TCHAM!! Como podem constatar nesta segunda foto, as melhores das intenções (como esta corrida para posteriormente efectuar actos de teor médico) podem culminar nas mais torpes e abomináveis consequências como o que aconteceu a esta querida criancinha... (não se preocupem os mais sensíveis, tudo terminou bem : )
Já esta queridita, representada nesta 3ª foto, não se coibiu de mostrar todas as suas qualidades no mundo do estilo e da moda, ostentando estes agradáveis e bonitos... objectos em torno do seu crâneo, num local a que todos designam de "discôtecá de DÁMA DI QUALIDÁDI"...
Esta 4ª foto retrata bem como um "BRÁNCU" (um ser alienígena vindo de um planeta com rituais estranhos onde abundam todo o tipo de stuffs que não se sabe bem pra que servem mas que seria bom possuir) se pode constituir como um PERTURBADOR GODZILLA... Reparem ainda, em mais pormenor, no sofrimento transcendental que este verdadeiro e abominável GODZILLA provocou nos habitantes locais:
Absolutamente, "no comments" : D (fora de brincadeiras, obrigado Sr. Régulo pela sua simpatia inexcedível : )Amen
quarta-feira, janeiro 23, 2008
Diário da Missão a Tombali - 2ºGrupo
Pois é! Após o regresso do primeiro grupo a Portugal (António, Filipe e João), o projecto U' anan (vertente Saúde) continua a desenrolar-se em terras guineenses, agora com mais três protagonistas (Zélder, Heldão e o Micles).
Recebemos há dias um primeiro relato do que encontraram em Iemberém e do trabalho que têm levado a cabo. Relato do qual deixo aqui algumas partes, já que o Micles não o pôde fazer já que a net em Bissau, pasmem-se, têm uma velocidade inferior à netcabo.
Quanto a nós, resta-nos desejar-lhes continuação de um bom trabalho! Força amigos! Nós já morremos de saudades da Guiné! E de vocês também!ehehe
Após 6 meses de espera e depois da ansiedade consequente aos relatos do grupo anterior, chegámos finalmente a Bissau(...)
(...)Ainda no aeroporto de Lisboa tivemos o primeiro percalço, quando uma operadora da TAP (perdoem-me se não é esta a designação correcta, não sei se existe qualquer outro nome pomposo que defina quem faz aquela complexa tarefa) plena de simpatia desde o primeiro minuto de atendimento, nos cobrou 120€ por pouco mais de 4 kg de bagagem em excesso por cada um de nós…ainda tentámos explicar que eram medicamentos e outro material de cariz humanitário para distribuir por aldeias dos interior do país, mas a distinta senhora, revelando uma flexibilidade ao nível dos caixas do Mcdonalds e um coração do tamanho do mundo, passou-nos a guia para pagarmos o excesso de bagagem. Sem mais problemas, seguimos o nosso percurso até ao embarque (...)
(...) Às 3 horas da tarde (a mesma hora que em Portugal continental) chegámos finalmente a Bissau. Depois de uma meia hora de espera para a verificação dos passaportes, dirigimo-nos para o único tapete rolante do aeroporto a fim de recolhermos a nossa pesada bagagem (...)
(...) Após mais meia hora de espera e com dois carrinhos cheios, dirigimo-nos para a saída destinada a diplomatas, o único local onde a bagagem não é aberta, onde o Jiby explicou que nós éramos médikús com medicamenta pra tratá du mininú (perdoem-me eventuais erros, mas ainda estou a aperfeiçoar o meu crioulo). Após a inspecção dos caixotes por parte de 3 polícias, foi autorizada a nossa saída sem que as bagagens fossem abertas (...)
(...) Sob o sol tórrido ficamos fascinados com toda a cor daquele caos organizado. A terra é vermelha e a berma da estrada entre o aeroporto e Bissau é preenchida por coloridas tendas de vendedores. A estrada não é marcada e as buzinadelas são constantes, sejam para avisar os peões que abordam a berma da estrada com o intuito de a atravessarem ou os veículos que à frente ocupam a sua faixa virtual. À medida que nos aproximamos do centro da cidade o trânsito intesifica-se e as “lojas” junto à estrada são cada vez mais diversas e em maior quantidade. À nossa volta circulam sobretudo táxis, todos eles Mercedes 190D azuis, e toca-toca pejados de gente. Já em pleno centro de Bissau, cruza em sentido contrário um autocarro dos STCP (Serviço de Transportes Colectivos do Porto) – Rui Rio, se por qualquer eventualidade estiveres a ler, experimenta enviar os camiões do lixo devolvidos por Maputo aqui para Bissau, pode ser que desta vez eles aceitem (...)
(...) Partimos entusiasmados à descoberta de Bissau. A parte central da cidade é composta por muitas paralelas e transversais, uma cidade feita a regra e esquadro onde apenas as ruas principais são alcatroadas. As casas estão quase todas decrépitas e remontam, na sua maioria, ao tempo colonial, excepção feita às embaixadas e aos edifícios onde funcionam órgãos do governo, locais “sagrados” aos quais nem nos é permitido fotografar. Entre os numerosos táxis e toca-toca e para além de algumas motorizadas, todas elas conduzidas sem capacete, passam volta e meia, e contrastando com a extrema pobreza, Jipes Hammer e BMW X5 que mais tarde viemos a saber pertencerem a traficantes de droga e a alguns altos responsáveis do estado (...)
(...) Já tinha caído a noite quando regressámos à pensão da D. Berta. Este era o único edifício da rua que aparentemente tinha luz eléctrica. No caminho do mercado à pensão tínhamos visto mais uns quantos, mas não muitos… Bissau à noite vive mergulhada na escuridão, os quase inexistentes postes de luz estão apagados e são muito poucas as casas que têm gerador próprio. Disseram-nos que, de vez em quando havia luz da rede pública, por enquanto ainda não tivemos a oportunidade de o constatar.
A pensão da D. Berta é um ícone de Bissau, arrisco-me até a dizer do próprio país. A D. Berta, ou avó Berta como também lhe chamam, é uma senhora Cabo-verdiana de 83 anos que chegou a Bissau ainda na década de 40 por ter casado com um guineense. Era o marido o proprietário da pensão, mas após a sua morte ficou ela a responsável máxima e desde então, ainda que não seja essa a designação oficial do estabelecimento, quem vem a Bissau fica na D. Berta. O edifício ilustra a minha interpretação de algumas descrições de Hemingway da Cuba de outros tempos. O próprio clima quente e abafado e o sorriso na cara envelhecida da D. Berta sentada nas traseiras do balcão que circunda todo o edifício remonta-nos para outros tempos. Todos os dias o almoço e o jantar são servidos da mesma forma que o eram ainda na era colonial. Sopa, um prato de carne, outro de peixe e a sobremesa. O cliente escolhe apenas o que quer beber e sabe tão bem uma Cristal fresquinha neste calor tropical… (...)
(...) rumámos a sul. A viagem de Bissau a Iemberém (quartel general da nossa missão) dura, em média, 5 horas, sendo que num terço da duração da viagem se percorrem dois terços do percurso. O que custa é a última parte, toda ela em esburacadíssimas estradas de terra onde só a destreza do Antero nos permite chegar a bom porto (...)
(...) À medida que rumávamos para sul a floresta ia-se adensando e a temperatura tornava-se mais amena. Já na parte sinuosa da viagem passámos por inúmeras tabancas (aldeias) onde crianças à porta de palhotas nos acenavam com um largo sorriso nos lábios. Já muito perto de Iemberém o Antero parou para cumprimentar um amigo. Era um agricultor conhecido da AD que quando soube que éramos médikús nos arranjou logo meia dúzia de enfermos para observarmos. A maior parte deles tinham pequenas escoriações fruto de ligeiros acidentes de trabalho e limitámo-nos a dizer que não era nada. Por fim, falou-nos a mulher dele. Tinha muitas dores de estômago (algo que é frequente por estas bandas) as queixas dela eram compatíveis com uma úlcera gástrica e decidi dar-lhe 3 comprimidos meus de pantoprazol (para os leigos, um fármaco que inibe a produção de ácido no estômago) dizendo-lhe para tomar dia sim, dia não. Uma semana depois, ao passarmos novamente por essa tabanca a senhora veio ter comigo sorridente, a dizer que não tinha voltado a ter dor e que queria mais comprimidos, algo que infelizmente não lhe pude dar (...)
(...)Chegámos finalmente a Iemberém. Os nossos aposentos, um verdadeiro luxo para os padrões de qualquer tabanca guineense, consistem num quarto com 3 camas sob as respectivas redes mosquiteiras, uma sala de trabalho e um quarto-de-banho com não mais de 4 m2 , onde temos uma retrete com o autoclismo avariado, um poliban com um chuveiro fixo e sem cortina e um lavatório. De referir que tanto o chuveiro como o lavatório têm apenas uma torneira, a da água fria. Se pensarmos que na capital, Bissau, não há água canalizada da rede pública, e que mesmo na D. Berta toda a higiene era feita “ao balde”, o facto de aqui a termos (não pública, vem directamente do poço da AD) torna aquilo que em Portugal seria considerado um pardieiro infecto, no verdadeiro Sheraton de Iemberém. Estes luxuosos aposentos são partilhados por todo um ecossistema que começa na “formiguinha” que desconhece em absoluto as escalas biológicas (custa-me até um pouco chamar formiga a este insecto, tal é o tamanho do bicho) e acaba no morcego que vive sobre o tecto falso e que contribui para que o ecossistema não seja ainda mais rico em artrópodes (...)
(...)E se estamos alojados como reis, comemos como príncipes, pelo menos tendo em conta que temos um prato para cada um de nós, um garfo e uma faca, algo estranho para a maior parte dos guineenses, que comem todos da mesma panela, cada um com a sua colher. A ementa é fácil de decorar – Galinha do campo com arroz tipo trinca de cão por uns módicos 1500 Francos CFA (qualquer coisa como 2,25€). Isto ao almoço e ao jantar durante as duas semanas!!! Eu até gosto de frango, mas todos os dias!!!? Qualquer dia nascem-me as asas… (...)
(...) Quando aqui chegamos questionamos até a necessidade de tanto “desenvolvimento”, vemos as crianças felizes a brincar, os homens sorridentes e as mulheres distraídas nos seus afazeres diários e passa-nos pela cabeça questionar quem está certo, se nós, se eles. Mas depois aparecem-nos crianças com doenças facilmente tratadas por medicamentos que em Portugal estão ao virar da esquina, outras com limitações físicas graves consequentes a deformações congénitas não corrigidas. Visitamos “hospitais” de tabancas centrais, os poucos locais onde por estas bandas se conseguem encontrar enfermeiros (médicos, nem vê-los) e, ao fazer o inventário do material, constatamos que não têm literalmente nada (...)
(...) A primeira semana foi bastante trabalhosa. Saíamos cedo de Iemberém e chegávamos, muitas vezes, já o sol se tinha posto. O nosso trabalho consiste em visitar escolas, unidades locais de saúde e matronas (parteiras). Nas escolas desparasitamos as crianças com mebendazol (um anti-helmíntico, mata as “bichas” , as “lombrigas”, etc.) procuramos um parasita na bexiga (Schistosoma) fazendo as crianças correr, saltar e pular durante uns 3 min. recolhendo depois análises de urina vendo se têm ou não sangue, se tiverem, damos outro medicamento. Para além disto oferecemos uns cadernos de desenho elaborados por nós e que contêm mensagens de saúde base importantes ( saberem-se resguardar dos mosquitos de forma a evitar a malária, defecar e urinar nas latrinas, ter cuidados de higiene, etc.), medimos ainda os níveis de hemoglobina capilar a uma percentagem de alunos e oferecemos material escolar que adquirimos pessoalmente em Portugal (lápis, lápis-de-cor, giz (obrigado João), apara-lápis e, para gáudio de todos, por vezes ao som de um forte aplauso, uma bola de futebol (...)
(...) A maior parte das escolas que visitamos são comunitárias, ou seja, são erguidas e geridas pela aldeia, pois o estado ainda não as presenteou com uma, limitando-se a destacar professores aos quais não paga. A formação dos professores é a mais pragmática possível, alguém que tem a 2ª classe pode ensinar a 1ª, alguém que tem a 3ª pode ensinar a 2ª e por aí em diante. Antes de vir, ao informar-me sobre a Guiné, li algures que a percentagem de população que falava a língua oficial do país, a portuguesa, era cerca de 10%, vejo agora que é uma percentagem bastante optimista e percebo facilmente porquê. Ainda que nas escolas as lições sejam escritas em português, os professores falam com os alunos em crioulo e alguns deles (a esmagadora maioria, se exceptuarmos os professores efectivos do estado) nem sabem a língua, é como se a nossa professora de inglês do 5 ao 11º ano não compreendesse ou falasse a língua que escrevia no quadro (...)
(...) À noite, em Iemberém, demos seguimento às aulas de alfabetização de algumas crianças e adultos iniciadas pelo grupo anterior, somos, de longe, as pessoas mais habilitadas a fazer tal coisa neste sector(...)
(...)ficámos sem carro à nossa disposição. Estava portanto na altura de utilizarmos as bicicletas adquiridas aquando da estadia em Bissau. Descobrimos então o conceito made in china e mounted in Guiné-Bissau, uma mistura verdadeiramente explosiva no que diz respeito à robustez(...)
(...) No caminho para Bissau, onde passaremos este fim-de-semana, e ao som da música do meu leitor de Mp3, observo a estrada em terra vermelha, as termiteiras que nascem como castelos por entre a erva alta e, aqui e ali, mais uma tabanca . Ao passar-mos por algumas mais desenvolvidas, vem novamente o rodopio desenfreado de quem quer vender tudo a toda a gente…Laranjas, mancarra, gasóleo, vinho de palma…volto a ver a terra vermelha, as palmeiras, a erva alta..é fácil imaginar que foi aqui que nasceu a humanidade (ainda que actualmente hajam já indícios contrários)…
Agora, de novo em Bissau, duas semanas após a chegada e no nosso único regresso à capital antes do inerente ao regresso a Portugal, inúmeros episódios se me afiguram à medida que escrevo, mas ao olhar para o canto inferior esquerdo vejo que vou já em 7 páginas…
sexta-feira, dezembro 21, 2007
Blog de referência

Para os interessados aqui fica, o blog de um senhor jornalista, como já não se vê:
http://www.blogdabola.blogspot.com/
terça-feira, dezembro 11, 2007
Separados à Nascença

Voltando à velha ideia do "separados à nascença" que conheci na já extinta revista VIDA, suplemento do jornal Independente em meados dos anos 90, aqui deixo estes dois gémeos...

